“Ensino à distância não funcionou na Educação Básica”, diz secretário de Tubarão

Uma das coisas que a pandemia da Covid-19 impôs foi a necessidade migrar para o on-line. Empresas e escolas precisaram se adequar, a fim de continuar desenvolvendo suas funções. Diferentemente do homeoffice, o ensino a distância não é visto com bons olhos.

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Que a pandemia trouxe inúmeros impactos para diferentes segmentos não é novidade. A Educação é exemplo disso. Durante os dois últimos anos, alunos, professores e gestores precisaram de readequar ao modelo remoto, visto que as aulas ficaram suspensas por um longo período. Em 2021, muitas escolas adotaram o formato híbrido, dividindo as atividades entre presencial e a distância. Mesmo assim, os prejuízos causados à aprendizagem foram muitos e bastante visíveis.

Em Tubarão, o secretário Maurício da Silva diz, com confiança, que o processo não funcionou. Segundo o professor, precisam ser analisados diversos aspectos quanto ao ensino remoto. "O aspecto da legalidade e da eficiência são os principais. Mas o Brasil tem que se preocupar, mesmo, com a eficiência, que foi testada no ano de 2020. Não funcionou nem para os alunos que estavam conectados à internet", destaca.

O secretário ainda fala sobre os impactos na realidade dos professores, que também precisaram de adaptar ao ensino remoto. O parâmetro, neste caso, tem que ser o efeito da tecnologia na área profissional, que elimina postos de trabalho e cria outros. "Um exemplo bastante simples é o uso de estacionamentos privados, que tinham pessoas para abrir a cancela. Hoje, não existe mais isso. É automático. Mas foi criado um emprego para a pessoa que fez a máquina, que programou, que faz a manutenção… Na Educação, isso acontece também. A tecnologia destroi alguns postos, mas dá oportunidades a quem se adequa", acrescenta.

Diferentemente do ensino básico, o superior ainda precisa ajustar uma métrica que avalie a eficiência da modalidade à distância. Muitos acadêmicos, inclusive no próprio município de Tubarão, reivindicam a predominância de aulas presenciais.

Fonte: Rádio Cidade Tubarão

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