Transformar o ambiente escolar num espaço de promoção e proteção da saúde mental das crianças e adolescentes, em parceria com as famílias, é o objetivo do Dia da Família na Escola deste ano. O tema “Saúde Mental: relações familiares e escolares” vai ser debatido nas atividades realizadas nas unidades escolares de Santa Catarina neste sábado (15). Escolas de Blumenau vão adiar a celebração da data por conta do episódio ocorrido no último dia 5.
Cada escola envolvida é responsável por preparar a programação nas respectivas unidades para integrar pais, estudantes e demais familiares conforme a temática deste ano. Entre as ações programadas estão roda de conversa com psicólogos, atividades culturais, oficinas de robótica, leitura, dobradura, massinha, aulas de meditação, relaxamento e palestras sobre inteligência emocional.
“A presença da família na escola é muito importante para os nossos estudantes. O apoio dos familiares é fundamental para as crianças e adolescentes, para que eles estejam estimulados a procurar o melhor caminho profissional em suas vidas. Se a família e a escola estiverem na mesma direção, teremos cada vez mais um ensino de qualidade”, destaca o secretário de Educação, Aristides Cimadon.
A data está incluída no calendário escolar catarinense desde 2016 por conta da lei estadual que visa incentivar a família a participar efetivamente da vida escolar dos alunos. Participam escolas municipais e estaduais, rede privada, além da rede escolar da FIESC (SESI e SENAI), FECOMÉRCIO (SESC e SENAC), FAESC (SENAR) e FETRANCESC (SEST e SENAT).
O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, ressalta que “abordar o assunto nas escolas é urgente e necessário, principalmente, com a participação das famílias”.
Atenção à saúde mental
Em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou sua maior revisão mundial sobre saúde mental desde a virada do século. O trabalho detalhado fornece um plano para governos, acadêmicos, profissionais de saúde, sociedade civil e outros com a ambição de apoiar o mundo na transformação da saúde mental.
O levantamento mostra que quase um bilhão de pessoas – incluindo 14% dos adolescentes do mundo – viviam com um transtorno mental. Além disso, 15% dos adultos em idade laboral sofreram com algum transtorno mental. Desigualdades sociais e econômicas, emergências de saúde pública, guerra e crise climática estão entre as ameaças estruturais globais à saúde mental. A depressão e a ansiedade aumentaram mais de 25% apenas no primeiro ano da pandemia.
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