Tecnologias, costumes e choque cultural: empresário fala sobre identidade do Catar, sede da Copa do Mundo

Maurício Nassif, que desde 2009 vai ao país árabe, fala sobre o que esperar do Catar no evento mundial

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Falta pouco mais de uma semana para a abertura da Copa do Mundo de 2022 no Catar. A escolha do país como sede envolveu polêmicas e mudanças de datas, mas agora acompanha expectativas por parte das seleções e dos torcedores. Tecnologias, costumes e choques culturais serão temas que marcarão o maior evento esportivo do planeta – ao menos de acordo com a visão do empresário Maurício Nassif.

Com raízes familiares em Criciúma, Maurício Nassif é empresário no ramo do futebol e possui relações estreitas com o mundo árabe. Ele esteve inúmeras vezes no Catar e estará novamente no país durante a Copa do Mundo. Além disso, acompanhou o processo de preparação do país para o evento.

“É um país pequeno, mas muito pujante e rico, com muita reserva de petróleo e gás natural. Vamos ver um país apaixonado por futebol e esportes, que vem crescendo muito, com muito dinheiro e obras fantásticas. Mais do que tudo, teremos essa relação do mundo árabe com o deserto e o tempo”, declarou Maurício.

O empresário ressalta ainda a visão que o mundo está tendo da Copa do Mundo no Catar, como a de uma Copa muito cara. Valores de hospedagem, moradia e bebidas são altos e conversam com a riqueza do próprio país. Ainda assim, também mostra um pouco do investimento de preparação para o evento.

“São estádios maravilhosos, com muita tecnologia, todos com ar condicionado", disse. “Será uma Copa muito diferenciada nesse sentido de tecnologia e qualidade dos estádios. O metrô que eles fizeram é uma coisa fantástica, conecta todos os estádios. Pela primeira vez em uma Copa do Mundo você vai ter a oportunidade de ver todos os jogos no mesmo dia”, comentou o empresário.

 

O fato de ser um país pequeno e não tradicional no futebol também levantou dúvidas quanto ao destino dos estádios do Catar depois da Copa do Mundo. Segundo Maurício, já há discussões para que eles sejam utilizados para finais de grandes competições internacionais, como Liga dos Campeões, Copa da Itália, Copa da Espanha, Copa América e Liga Europa.

O choque cultural também é outro ponto levantado pelo empresário. Ele, que foi pela primeira vez ao Catar em 2009, afirma que há questões de tradições, mas que num geral os “catares” são muito acolhedores.

“São um povo muito pacato”, comentou. “Educado, receptivo, caloroso, inteligente também. As melhores faculdades do mundo estão lá. É um povo que o brasileiro não vai ter problema nenhum. Mas é um povo que não gosta de muito barulho e festas em horas erradas. Ainda assim têm de tudo lá, boate, bebida à vontade, é um país normal”, completou.

Fonte: Rádio Cidade em Dia

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