Albergue em condições precárias volta a ser interditado em Joinville

Local já havia sido interditado em janeiro, mas foi reaberto de forma irregular

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Apenas quatro metros quadrados, piso de brita, paredes de telha de fibrocimento, ventilação e iluminação inadequadas e dezenas de pessoas vivendo ali, como se fosse normal. Não era. E a Justiça, mais uma vez, disse basta.

Nesta quarta-feira (08), o Grupo de Ação de Ordem Pública (GAOP) de Joinville realizou sua 16ª operação do ano e interditou novamente um albergue no bairro Anita Garibaldi. O local, que se denomina hostel, dispõe de cerca de 50 dormitórios — se é que se pode chamar de dormitórios os cubículos de madeira erguidos sem qualquer critério sanitário.

O problema é que o estabelecimento já havia sido interditado em janeiro. Mas foi reaberto de forma irregular. Agora, a Vigilância Sanitária voltou a lacrar o local.

As condições insalubres

A lista de irregularidades é extensa e preocupante:

  • Número insuficiente de banheiros e chuveiros para a quantidade de hóspedes
  • Banheiros e chuveiros em condições precárias de conservação e higiene
  • Cozinha comunitária aberta, sem barreiras físicas, controle de acesso e condições seguras para manipulação de alimentos
  • Dormitórios de cerca de 4 m², construídos com estruturas de madeira e paredes de telhas de fibrocimento
  • Piso de brita ou material impróprio
  • Ventilação e iluminação inadequadas

Além disso, a Secretaria de Meio Ambiente constatou falta de tratamento de efluentes e poluição hídrica, além de ligação irregular de esgoto — já notificada anteriormente. Também foi lavrado auto de infração por ausência de acessibilidade, já que o local possui alvará de localização para atividade de hospedagem.

O responsável na delegacia

Diante da reabertura irregular e da falta de regularização, o estabelecimento foi novamente interditado. As pessoas que estavam no local foram retiradas. E a pessoa que se apresentou como responsável foi conduzida à Delegacia pela Polícia Civil.

“Eles não respeitaram a interdição e ocuparam novamente. Por isso, foi interditado mais uma vez e foram aplicadas novas sanções. Não podemos permitir que as pessoas residam em locais insalubres, sem as mínimas condições de higiene. É uma questão de saúde pública”, afirmou Paulo Rogério Rigo, secretário de Proteção Civil e Segurança Pública.

Outro imóvel interditado no Boa Vista

Também nesta semana, a Defesa Civil monitorou um imóvel no bairro Boa Vista que havia sido interditado em março. O local, que abrigava várias kitnets em condições precárias, era habitado por cerca de 30 pessoas, incluindo crianças. O imóvel vinha sendo acompanhado desde agosto de 2025, com reiterados avisos ao proprietário para desocupação.

Desta vez, a interdição foi cumprida: o local foi desocupado. O estabelecimento poderá ser reaberto apenas se regularizar todas as exigências.


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