Audiência pública em Imbituba debate desestatização dos portos catarinenses

A reunião contou com a opinião de representantes de vários segmentos da sociedade sobre a possibilidade de privatização do Porto de Imbituba.

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Uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Imbituba debateu a proposta de desestatização dos portos de Santa Catarina na tarde desta quinta-feira (9). A reunião, presidida pelo Deputado Estadual Volnei Weber, líder da Comissão Mista que analisa o processo na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, contou com a opinião de representantes de vários segmentos da sociedade sobre a possibilidade de privatização do Porto de Imbituba.

O Presidente da Associação Empresarial local, Adílson Silvestre, afirmou que a classe empresarial é uma das fomentadoras de riqueza para a unidade portuária e salientou a importância do debate neste momento. “O que nós discutimos é a forma de como será feita a privatização. Nós temos que entender as regras do jogo. Nós ainda não sabemos qual é o desejo do Governo Federal. Nós temos que entender bastante isso, mas, não podemos negar o bom trabalho que a SC Par vem fazendo em Imbituba”.

Representantes dos empregados (concursados) da SCPar Porto de Imbituba marcaram presença na audiência e destacaram que o Estado está se propondo a pagar um estudo no valor de R$ 10 milhões de reais para que seja viabilizada a privatização da unidade portuária. “O Estado está pagando para mostrar à União que a privatização dará lucro, com dividendos da SCPar Holding. Desculpe, mas esse negócio não está valendo pra Imbituba”, pontuou Gabriel Escobar, um dos funcionários.

Segundo o estudo elaborado pelo Governo Federal, que ainda está na fase inicial e que foi apresentado na ALESC há um mês, o objetivo é reduzir o chamado “Custo Brasil”, mas sem desconsiderar as questões locais. O Secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, disse, na época, que a missão é gerar um impacto positivo econômico, de emprego e renda. Segundo ele, a pauta é de oportunidades, com portos organizados, competitivos, com condições de reter as cargas, bem como, com capacidade de ampliação e atendimento cada vez maiores.

O Presidente da Comissão Mista da Alesc, fez questão de explicar a importância das discussões sobre o tema. “O meu posicionamento é ouvir as pessoas, coletar informações, abrir os pontos de debate e, através do debate, construir um documento para ser entregue ao Governo do Estado. O importante é que o Governo do Estado preste atenção na forma de conduzir o processo e, se lá na frente, talvez, entenda que seja necessário tomar um novo caminho, primeiro, temos que construir isso com equilíbrio e segurança”, reiterou Volnei Weber.

 

 

Fonte: Prefeitura de Imbituba

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