Café: brasileiro bebe menos, mas escolhe melhor

No Dia Mundial do Café, pesquisa revela queda no consumo e avanço da busca por qualidade

Redação

Publicado em: 14 de abril de 2026

5 min.
Café brasileiro bebe menos, mas escolhe melhor. - Foto: Canva

Café brasileiro bebe menos, mas escolhe melhor. - Foto: Canva

No Dia Mundial do Café, celebrado em 14 de abril, um novo retrato do consumidor brasileiro chama atenção: o país segue apaixonado pela bebida, mas agora com hábitos mais seletivos. Pesquisas recentes apontam que os brasileiros estão reduzindo a quantidade de xícaras diárias, ao mesmo tempo em que passam a valorizar mais a qualidade do produto.

O movimento foi identificado em levantamentos da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) e do Instituto Axxus, que monitoram o comportamento desde 2019. Em 2025, 24% dos entrevistados afirmaram ter diminuído o consumo — um salto expressivo frente aos 3% registrados em 2023. Além disso, caiu o número de pessoas que consomem mais de três xícaras por dia.

Preço mais alto muda comportamento

O principal fator para essa mudança é o aumento no preço do café. Com o produto mais caro, o consumidor passou a repensar o consumo diário.

Na prática, isso resultou em uma escolha mais criteriosa. Em vez de quantidade, ganha espaço a qualidade. O café deixa de ser apenas um hábito automático e passa a ser uma experiência mais valorizada.

Consumidor busca mais qualidade e propósito

Uma pesquisa do Instituto Kantar, encomendada pela marca Juan Valdez, reforça essa transformação. Segundo o estudo, o brasileiro está tomando decisões mais conscientes, priorizando cafés com maior valor agregado.

Entre os principais fatores que influenciam a escolha estão:

  • Sabores e aromas mais intensos e complexos
  • Origem dos grãos
  • História e propósito da marca
  • Responsabilidade social das empresas

Esse novo perfil mostra um consumidor mais exigente, que busca conexão com o produto e não apenas a ingestão de cafeína.

Café como experiência, não só hábito

Outro dado relevante é o crescimento do consumo por prazer. A pesquisa da Abic aponta aumento na motivação ligada à degustação e ao sabor, indicando uma mudança cultural importante.

O café passa a ser visto como um momento de apreciação, e não apenas como combustível para o dia a dia.

Desafio para o mercado

Apesar da evolução no comportamento do consumidor, o cenário traz um desafio para a indústria: como oferecer produtos de qualidade em um mercado ainda sensível ao preço?

A resposta pode definir os próximos passos do setor, que precisa equilibrar custo e valor percebido para manter o consumo em alta.

O que os dados deixam claro é que o brasileiro não está abandonando o café — está apenas se tornando mais criterioso na hora de escolher o que vai para a xícara.


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