Cão é alvo de trote com tinta em universidade de Criciúma

Caso de maus-tratos mobiliza projeto social e levanta alerta sobre respeito aos animais em ambientes acadêmicos

José Demathé

Publicado em: 27 de março de 2026

5 min.

Cão é alvo de trote com tinta em universidade de Criciúma Foto: divulgação

Um caso de maus-tratos a um cão comunitário dentro de uma universidade, em Criciúma, mobilizou voluntários e autoridades nesta sexta-feira (27). O assunto foi destaque em entrevista concedida por Luiza Zanette, voluntária do projeto social Coragem e Gentileza, ao jornalista Marcus Matildes, na Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação.

Durante a entrevista, Luiza relatou que o cão, conhecido como Parmesão, foi encontrado com partes do corpo pintadas com tinta, possivelmente durante um trote universitário realizado no dia anterior.

O que aconteceu com o cão

De acordo com a voluntária, o animal é acompanhado diariamente pelo projeto, que cuida de cães comunitários na região da universidade. No entanto, ao chegarem ao campus, as voluntárias encontraram o cão com tinta na cabeça, no tronco e em áreas sensíveis do corpo.

A situação levantou preocupação não apenas pelo ato em si, mas também pelos possíveis danos à saúde do animal.

“Os animais podem desenvolver alergias, irritações e até intoxicação, principalmente quando produtos não adequados entram em contato com regiões sensíveis, como olhos e partes íntimas”, explicou Luiza durante a entrevista.

Atendimento e estado de saúde

Após o ocorrido, o cão foi encaminhado para atendimento veterinário, onde passou por limpeza adequada. Segundo o projeto, o animal está bem, mas segue em observação por pelo menos 24 horas, devido ao risco de reações tardias.

O histórico de saúde do cão também aumenta a atenção. Ele já havia sido tratado anteriormente por dermatite, condição comum em animais de pelagem clara.

Investigação e denúncia

O caso foi registrado pelas voluntárias, que acionaram o Núcleo de Bem-Estar Animal de Criciúma. Um boletim de ocorrência também foi feito, e há tentativa de identificar os responsáveis.

Apesar das dificuldades em obter provas, o projeto já entrou em contato com atléticas universitárias que organizaram trotes no período.

Entenda por que o ato é considerado maus-tratos

Mesmo que a tinta utilizada seja considerada “não tóxica”, especialistas alertam que qualquer intervenção sem consentimento e que cause estresse ou risco ao animal pode ser caracterizada como maus-tratos.

Entre os principais riscos estão:

  • Irritações na pele e alergias
  • Contaminação de olhos e mucosas
  • Intoxicação por ingestão ao se lamber
  • Estresse e sofrimento psicológico

Projeto pede conscientização e apoio

O projeto Coragem e Gentileza atua atualmente no cuidado de cerca de 18 cães comunitários na região. A iniciativa depende exclusivamente de doações para manter alimentação, medicamentos e atendimentos veterinários.

Além da busca por responsáveis, o grupo reforça a importância da conscientização.

“A comunidade precisa entender que o cão comunitário é responsabilidade de todos. Se não quer ajudar, pelo menos não prejudique”, destacou Luiza.

Interessados em ajudar podem acessar o perfil do projeto no Instagram (@coragem.gentileza) ou contribuir via PIX.


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