Um caso de maus-tratos a um cão comunitário dentro de uma universidade, em Criciúma, mobilizou voluntários e autoridades nesta sexta-feira (27). O assunto foi destaque em entrevista concedida por Luiza Zanette, voluntária do projeto social Coragem e Gentileza, ao jornalista Marcus Matildes, na Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação.
Durante a entrevista, Luiza relatou que o cão, conhecido como Parmesão, foi encontrado com partes do corpo pintadas com tinta, possivelmente durante um trote universitário realizado no dia anterior.
O que aconteceu com o cão
De acordo com a voluntária, o animal é acompanhado diariamente pelo projeto, que cuida de cães comunitários na região da universidade. No entanto, ao chegarem ao campus, as voluntárias encontraram o cão com tinta na cabeça, no tronco e em áreas sensíveis do corpo.
A situação levantou preocupação não apenas pelo ato em si, mas também pelos possíveis danos à saúde do animal.
“Os animais podem desenvolver alergias, irritações e até intoxicação, principalmente quando produtos não adequados entram em contato com regiões sensíveis, como olhos e partes íntimas”, explicou Luiza durante a entrevista.
Atendimento e estado de saúde
Após o ocorrido, o cão foi encaminhado para atendimento veterinário, onde passou por limpeza adequada. Segundo o projeto, o animal está bem, mas segue em observação por pelo menos 24 horas, devido ao risco de reações tardias.
O histórico de saúde do cão também aumenta a atenção. Ele já havia sido tratado anteriormente por dermatite, condição comum em animais de pelagem clara.
Investigação e denúncia
O caso foi registrado pelas voluntárias, que acionaram o Núcleo de Bem-Estar Animal de Criciúma. Um boletim de ocorrência também foi feito, e há tentativa de identificar os responsáveis.
Apesar das dificuldades em obter provas, o projeto já entrou em contato com atléticas universitárias que organizaram trotes no período.
Entenda por que o ato é considerado maus-tratos
Mesmo que a tinta utilizada seja considerada “não tóxica”, especialistas alertam que qualquer intervenção sem consentimento e que cause estresse ou risco ao animal pode ser caracterizada como maus-tratos.
Entre os principais riscos estão:
- Irritações na pele e alergias
- Contaminação de olhos e mucosas
- Intoxicação por ingestão ao se lamber
- Estresse e sofrimento psicológico
Projeto pede conscientização e apoio
O projeto Coragem e Gentileza atua atualmente no cuidado de cerca de 18 cães comunitários na região. A iniciativa depende exclusivamente de doações para manter alimentação, medicamentos e atendimentos veterinários.
Além da busca por responsáveis, o grupo reforça a importância da conscientização.
“A comunidade precisa entender que o cão comunitário é responsabilidade de todos. Se não quer ajudar, pelo menos não prejudique”, destacou Luiza.
Interessados em ajudar podem acessar o perfil do projeto no Instagram (@coragem.gentileza) ou contribuir via PIX.
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