Distribuidoras pressionam preços e afetam postos em Criciúma

Donos de postos relatam entregas fracionadas e mudanças constantes nos valores, enquanto Procon identifica aumentos sem justificativa nas bombas

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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O Procon de Criciúma identificou indícios de aumento irregular no preço do diesel em postos da cidade após denúncias de consumidores. A apuração aponta que, em alguns casos, houve reajustes de até R$ 0,50 sem alteração no valor de compra do combustível, o que pode caracterizar prática abusiva.

De acordo com o órgão, sete estabelecimentos foram fiscalizados e dois acabaram autuados. A análise foi feita com base em notas fiscais apresentadas pelos próprios postos, que não justificavam o aumento aplicado nas bombas.

Distribuidoras entram no centro da discussão

Durante as fiscalizações, proprietários de postos apontaram um fator recorrente: a atuação das distribuidoras. Segundo relatos, os estabelecimentos estariam enfrentando dificuldades operacionais e comerciais impostas por fornecedores.

Entre os principais problemas relatados estão:

  • Entregas parciais de combustível, abaixo do volume solicitado
  • Necessidade de múltiplas viagens para completar pedidos
  • Alteração de preços entre entregas em curto intervalo de tempo
  • Falta de previsibilidade nos custos de reposição

Esse cenário, conforme os empresários, aumenta o custo logístico e dificulta a manutenção de preços estáveis ao consumidor final.

Postos relatam dependência e risco ao setor

Ainda segundo os relatos colhidos pelo Procon, alguns donos de postos afirmam estar “reféns” das distribuidoras. A prática de fracionar entregas e reajustar valores rapidamente impacta diretamente na margem de lucro e na operação dos estabelecimentos.

Há ainda um movimento preocupante no setor: postos estariam encerrando atividades ou buscando alternativas fora da região para reduzir a dependência dessas condições comerciais.

Quando o preço é considerado abusivo

O Procon explica que o aumento de preços só é considerado irregular quando não há justificativa comprovada. Ou seja, o valor repassado ao consumidor deve estar alinhado ao custo de aquisição e às margens praticadas no mercado.

Quando isso não ocorre, o estabelecimento pode ser autuado e responder a processo administrativo, com aplicação de multas conforme a legislação vigente.

Consumidor pode denunciar

O órgão reforça que a participação do consumidor é essencial para identificar irregularidades. Denúncias podem ser feitas pelos seguintes canais:

  • Telefone: (48) 3445-8522
  • Disque denúncia: 151
  • Plataforma digital do Procon

As informações repassadas ajudam a direcionar fiscalizações e coibir práticas abusivas no comércio local.


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