Criciúma começa a dar os primeiros passos concretos para um projeto que pode mudar a mobilidade urbana nas próximas décadas. Técnicos da empresa contratada pela Prefeitura iniciaram nesta semana os trabalhos de levantamento topográfico e sondagem do solo ao longo da extensão da via férrea que será elevada. O movimento de profissionais equipados com drones, níveis e sondadores é o sinal de que o sonho da ferrovia elevada está saindo do papel — ou melhor, indo para o campo.
A intervenção prevê que os trilhos sejam elevados em cerca de sete metros em um trecho que vai da região do Rio Maina até o bairro Milanese, após o cruzamento com a Avenida Centenário. O objetivo é claro: reduzir as interferências da linha férrea no perímetro urbano, ampliar a segurança de motoristas e pedestres e melhorar a mobilidade como um todo.
O que está sendo feito agora
Nesta etapa inicial, as equipes realizam medições minuciosas em campo, conferência dos níveis do terreno, identificação de pontos de referência – com sobrevoos de drone – e perfurações para análise das características do solo. Tudo isso servirá de base para os estudos de engenharia e o detalhamento técnico do projeto.
A boa notícia é que, durante essa fase, a operação da linha férrea não será alterada. Trens continuam circulando normalmente enquanto os técnicos fazem seu trabalho no entorno.
Planejamento de longo prazo
O prefeito Vagner Espindola faz questão de alinhar as expectativas: essa não é uma obra para agora, mas precisa ser planejada desde já.
“Essa não é uma obra para agora, mas é um projeto no qual precisamos trabalhar desde já. A elevação da ferrovia é uma intervenção estruturante, pensada para as próximas décadas, e que pode transformar a relação da cidade com a linha férrea. Por isso, estamos cumprindo todas as etapas com responsabilidade técnica, buscando construir um projeto consistente, seguro e viável para Criciúma”, afirma Espindola.
Quando o projeto fica pronto
A previsão é que o projeto de engenharia seja concluído até o fim deste ano. Com ele em mãos, a Prefeitura terá subsídios técnicos para buscar parcerias, financiamentos e definir o cronograma de execução da obra, que ainda não tem data para iniciar.
“O levantamento topográfico e a sondagem do solo são etapas indispensáveis para que o projeto avance com precisão e segurança. São dados técnicos que vão orientar a engenharia, indicando níveis, características do solo e demais informações necessárias para o desenvolvimento do projeto”, explica o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, João Paulo Casagrande.
Impacto na cidade
Atualmente, a linha férrea corta diversos pontos da cidade, gerando esperas em cruzamentos, riscos de acidentes e isolamento de regiões urbanas. Com a elevação dos trilhos em sete metros, a ideia é que veículos e pedestres possam transitar livremente sob a ferrovia, integrando bairros e desafogando o trânsito.
Para Criciúma, o projeto representa um salto em termos de planejamento urbano. E os trabalhos que começam esta semana são a primeira página dessa história.
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