Chegou o dia tão aguardado pelos apaixonados por futebol. Depois de 103 jogos, 46 seleções eliminadas e uma montanha-russa de emoções, a primeira Copa do Mundo com 48 seleções — a maior de todos os tempos — tem seus dois finalistas. Neste domingo (19), às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), Espanha e Argentina entram em campo para decidir quem vai estampar mais uma estrela na camisa.
O duelo reúne os dois gigantes em melhor fase do futebol mundial. De um lado, a Argentina, atual campeã do mundo (2022) e da Copa América, em busca do bi mundial consecutivo — feito que não acontece desde 1958 e 1962, quando o Brasil de Pelé reinou absoluto. Do outro, a Espanha, atual campeã da Eurocopa, que sonha com o segundo título mundial após a conquista de 2010, na África do Sul.
Campanhas invictas e finais históricas
Ambas as seleções chegam ao duelo decisivo com 100% de aproveitamento. A Argentina vem de uma vitória de virada sobre a Inglaterra nas semifinais (2 a 1), enquanto a Espanha dominou a França de Mbappé e venceu por 2 a 0, com atuação de gala.
Para a Argentina, esta é a sétima final de Copa do Mundo — a equipe perdeu em 1930 (Uruguai), 1990 e 2014 (Alemanha) e venceu em 1978 (Holanda), 1986 (Alemanha) e 2022 (França). Já a Espanha disputa sua segunda final — a primeira e única vitória foi exatamente contra a Holanda, há 15 anos.
Escalações e dúvidas
O técnico Lionel Scaloni não revela o time, mas a grande incógnita argentina está no meio-campo: mantém Giuliano Simeone como terceiro atacante (como fez contra os ingleses) ou recoloca Rodrigo De Paul para dar mais consistência no meio.
Do lado espanhol, Luis de la Fuente tem força máxima. O atacante Mikel Oyarzabal, que assustou a torcida ao se machucar no treino da última quinta-feira (16), está recuperado e vai a campo. A dúvida fica por conta de Dani Olmo — mantido como titular ou substituído por uma mudança tática.
A partida terá transmissão ao vivo pela TV Globo, Globoplay, SporTV, N Sports e CazéTV e GE (TV), no YouTube.
Prováveis escalações:
Espanha
Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz, Dani Olmo e Álex Baena; Lamine Yamal e Oyarzabal.
Técnico: Luis De La Fuente.
Argentina
Dibu Martínez; Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Leandro Paredes, Enzo Fernández, Rodrigo De Paul (ou Giuliano Simeone) e Mac Allister; Lionel Messi e Julián Álvarez.
Técnico: Lionel Scaloni.
O peso da história
“Somos únicos e isso não é arrogância”, disparou Scaloni, ciente de que o bi mundial colocaria a Argentina no seleto grupo das seleções bicampeãs. Do outro lado, De la Fuente busca controlar a ansiedade: “Agora tem muita tensão acumulada, normal em uma finalíssima.”
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