Criciúma investiga 11 casos suspeitos de dengue em 2026

Entrevista concedida à Rádio Cidade em Dia detalha envio de exames ao LACEN e reforça alerta para prevenção nos bairros com focos do mosquito

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Criciúma investiga 11 casos suspeitos de dengue neste início de 2026. A informação foi confirmada pela gerente de Vigilância em Saúde do município, Katiane Figueiredo, em entrevista concedida nesta quinta-feira (19) à Rádio Cidade 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA, ao jornalista Anderson de Jesus.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ao todo já foram registrados 31 casos suspeitos neste ano. Desses, 20 foram descartados após análise laboratorial e 11 seguem em investigação, com exames encaminhados ao Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN), em Florianópolis.

Caso seja confirmada a doença, este poderá ser o primeiro registro positivo de dengue em Criciúma em 2026.

Como funciona a investigação dos casos

De acordo com Katiane Figueiredo, o paciente que apresenta sintomas compatíveis com dengue deve procurar qualquer unidade de saúde do município. Após avaliação médica, é feita a coleta de material para exame, que é enviado ao LACEN para análise.

Mesmo antes da confirmação, a notificação do caso já é realizada. Caso o resultado seja positivo, a Vigilância em Saúde aprofunda a investigação para identificar se a contaminação ocorreu dentro do município ou fora dele.

“Se confirmado, a investigação é detalhada para saber se o caso foi contraído em Criciúma ou em outro local, especialmente se o paciente viajou nos últimos 14 dias”, explicou a gerente.

Bairros com focos do mosquito

Atualmente, Criciúma registra oito focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Os focos estão localizados nos seguintes bairros:

  • Santa Catarina
  • São Luiz
  • Imigrantes
  • Brasília
  • Centro
  • Nossa Senhora da Salete
  • Jardim Maristela

Apesar da presença dos focos, o município ainda não é considerado infestado, diferentemente de 185 cidades catarinenses que já estão nessa condição.

Histórico recente da dengue na cidade

Em 2025, Criciúma confirmou 19 casos positivos de dengue, sendo dois autóctones — quando a contaminação ocorre dentro do próprio município. A confirmação desses casos indica que o vírus já circulou na cidade ou na região, o que mantém o alerta das autoridades de saúde.

A Vigilância reforça que o mosquito é apenas o vetor da doença. Para que haja transmissão, é necessário que ele pique uma pessoa infectada e, posteriormente, outra saudável.

Como a população pode ajudar na prevenção

A Secretaria de Saúde destaca que o combate à dengue depende da colaboração da comunidade. Entre as principais orientações estão:

  • Manter caixas d’água bem fechadas
  • Limpar calhas e ralos regularmente
  • Eliminar recipientes que acumulem água
  • Esfregar depósitos com água e sabão para remover ovos do mosquito
  • Utilizar hipoclorito na higienização, quando indicado

A recomendação é dedicar ao menos 10 minutos por semana para verificar possíveis criadouros dentro e fora de casa.

“Não basta apenas jogar a água fora. É preciso esfregar os recipientes para eliminar os ovos que ficam depositados”, reforçou Katiane.

A Vigilância em Saúde mantém armadilhas em diversos pontos da cidade para monitoramento do mosquito e conta com o trabalho contínuo dos agentes de endemias. Ainda assim, o órgão alerta que o momento exige atenção redobrada para evitar a proliferação do Aedes aegypti e o avanço da dengue em Criciúma.


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