A Embaixada da Hungria em Brasília despediu dois funcionários sem justificativa formal: um secretário do embaixador e um encarregado de manutenção. As demissões foram reportadas e confirmadas pela CNN, gerando questionamentos sobre a relação entre estes eventos e a recente estadia de Jair Bolsonaro no local, que havia sido revelada pelo “The New York Times”. Bolsonaro ficou hospedado na embaixada por dois dias, logo após ter seu passaporte apreendido pela Polícia Federal em investigações sobre tentativa de golpe de Estado.
Este episódio coloca em evidência as regras de inviolabilidade das embaixadas, destacando que, sob direito internacional, tais locais não podem ser violados por autoridades locais, o que levanta questões sobre a escolha de Bolsonaro em se hospedar ali. Os vídeos mostrando Bolsonaro chegando e saindo da Embaixada, que foram fundamentais para a reportagem do “The New York Times”, vieram de câmeras de segurança internas, a cujas gravações os dois funcionários demitidos tinham acesso.
Esses registros não foram oficialmente divulgados pelo governo húngaro, adicionando uma camada de mistério ao caso e suscitando debates sobre a segurança e privacidade dentro das representações diplomáticas. O Ministro Alexandre de Moraes deu um prazo de 48 horas para Bolsonaro explicar sua estadia na embaixada, enquanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisa os argumentos de sua defesa, que descarta a possibilidade de um pedido de asilo ou tentativa de evasão das investigações em curso. A situação permanece em aberto, com expectativas voltadas para o posicionamento final da PGR.
Reportagem original: Kelle Maciel | Fonte: CNN
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