Diamante Energia garante Jorge Lacerda até 2040

Contrato federal estende operação do complexo em Capivari de Baixo com foco em tecnologias de energia limpa

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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O Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, administrado pela Diamante Energia em Capivari de Baixo, teve sua operação garantida até dezembro de 2040 com a assinatura de um novo Contrato de Energia de Reserva (CER). O anúncio foi feito durante as comemorações dos 60 anos do empreendimento, marco da energia em Santa Catarina.

Com a renovação contratual, a Diamante Energia inicia uma nova fase voltada à transição energética. Estão previstos investimentos em captura e armazenamento de carbono (CCUS), além do uso crescente de biomassa no processo de geração, alinhando o complexo às metas climáticas nacionais para 2050.

O presidente do Conselho Administrativo da Diamante Energia, Jorge Nemr, aproveitou a oportunidade para anunciar uma novidade muito aguardada pela empresa e toda a cadeia produtiva: a assinatura do Contrato de Energia de Reserva (CER). O contrato assegura a continuidade do processo de Transição Energética Justa, prevista na Lei nº 14.299, de janeiro de 2022, durante o período de 1º de janeiro de 2026 a 31 de dezembro de 2040.

“Na semana que comemoramos as bodas de diamante, a Diamante e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) assinaram o CER, que vai nos garantir, pelo menos até 2040, que o  complexo continue operando e crescendo. Não só o complexo, mas toda a cadeia produtiva. Hoje, comemoramos 60 anos, mas, na verdade, estamos celebrando 75 anos —  são os 60 anos de história e mais 15 anos de futuro”, acrescenta Nemr.

Como forma simbólica de resgatar a história viva do CTJL, também foi revitalizado um antigo relógio localizado na casa de máquinas, logo acima das salas de comando 1 e 2 da UTLA. O equipamento, que voltou a funcionar especialmente para a data comemorativa, estava parado há quase três décadas. Na época de sua instalação, em 1965, o sistema contava com três relógios: um na sala de comando, um na casa de máquinas e um relógio central que os coordenava. Hoje, sobrevive apenas este, que agora retoma seu lugar como marco do tempo e da memória de gerações de trabalhadores que passaram pelo Complexo.

Pedro Litsek, presidente da Diamante Energia, entre outros pontos, destacou algumas ações implementadas pela empresa desde que assumiu o CTJL: “Desde que assumimos a gestão do complexo, em um curto período, estruturamos novas áreas e competências: Transformador, Proteção, Laboratórios de Calibração, Jurídico, Comunicação, Novos Negócios, Responsabilidade Social, Comercialização e Regulação. Também implantamos um novo sistema de gestão empresarial, o ERP, que trouxe mais eficiência e integração à nossa operação. Além disso, aumentamos nosso quadro de colaboradores: éramos cerca de 331 e, hoje, somos, aproximadamente, 378”, enfatizou.

Segurança energética e impacto econômico

O Jorge Lacerda responde por cerca de 25% da energia consumida em Santa Catarina e emprega direta e indiretamente mais de 21 mil pessoas. Com operação garantida, a expectativa é manter a geração de até R$ 6 bilhões por ano na economia regional, especialmente nas cidades de Capivari de Baixo, Tubarão e Criciúma.

Reconhecimento público e futuro planejado

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina reconheceu oficialmente o impacto do complexo ao aprovar moção de aplausos pelos 60 anos da usina. Para a Diamante Energia, o novo contrato representa uma transição segura para uma matriz mais limpa, sem abrir mão da responsabilidade social e da relevância econômica local.

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