Eclipse solar cria “anel de fogo” na Antártica

Fenômeno foi observado no hemisfério sul nesta terça-feira (17), com visibilidade total apenas na região antártica e parcial na África do Sul

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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O céu do hemisfério sul foi palco de um espetáculo astronômico na manhã desta terça-feira (17). Um eclipse solar anular formou o chamado “anel de fogo”, fenômeno visível principalmente na Antártica e, de forma parcial, em pontos do sul da África. No Brasil, o alinhamento não pôde ser observado.

O eclipse ocorreu quando a Lua se posicionou entre a Terra e o Sol, mas sem encobrir totalmente o disco solar. Como o satélite natural estava em um ponto mais distante da órbita, sua silhueta não foi suficiente para bloquear completamente a luz, deixando um círculo luminoso ao redor — característica que dá nome ao fenômeno.

Visibilidade concentrada no extremo sul

De acordo com previsões astronômicas, apenas a região mais austral do planeta teve visão total do eclipse anular. Em outras áreas, o fenômeno foi parcial, incluindo:

  • Regiões do Pacífico Sul
  • Trechos do Oceano Índico
  • Uma pequena faixa próxima à África do Sul

A posição geográfica do Brasil impediu qualquer observação do evento.

Público acompanha fenômeno na Cidade do Cabo

Na África do Sul, entusiastas se reuniram no Observatório Astronômico da Cidade do Cabo para acompanhar o eclipse parcial. Segundo a agência Reuters, visitantes utilizaram óculos específicos para proteção solar e telescópios com filtros adequados.

A passagem da Lua ocultou cerca de 5% do Sol na região. O observatório disponibilizou equipamentos modernos e também um telescópio histórico de 180 anos, que projetava a imagem do astro em uma tela, permitindo que o público acompanhasse o fenômeno com segurança.

Entenda o que é um eclipse anular

O eclipse solar anular ocorre quando a Lua está mais distante da Terra, em seu ponto chamado apogeu. Nessa condição, ela aparenta ser menor no céu e não cobre completamente o Sol, diferentemente do eclipse total.

O resultado é um contorno brilhante ao redor da Lua, formando o efeito visual conhecido como “anel de fogo”.

Próximos eclipses no calendário astronômico

O ano de 2026 terá quatro eclipses previstos:

  • 3 de março: Eclipse lunar total, visível nas Américas, Ásia e Austrália. O fenômeno é popularmente chamado de “Lua de Sangue”.
  • 12 de agosto: Eclipse solar total, com visibilidade na Groenlândia, Islândia, Espanha, Rússia e Portugal.
  • 27 e 28 de agosto: Eclipse lunar parcial, observado nas Américas, Europa e África.

Os eclipses fazem parte da dinâmica natural entre Terra, Lua e Sol e seguem calendários astronômicos calculados com precisão por cientistas.


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