Estudos avançam em Itajaí para retirar navio naufragado há mais de 130 anos no Rio Itajaí-Açu

Atualmente, a estrutura impede o aprofundamento na área, o que limita a expansão futura da capacidade operacional do Complexo Portuário de Itajaí

Redação

Publicado em: 12 de agosto de 2026

5 min.
Estudos avançam em Itajaí para retirar navio naufragado há mais de 130 anos no Rio Itajaí-Açu. - Foto: Divulgação restaurada por IA

Estudos avançam em Itajaí para retirar navio naufragado há mais de 130 anos no Rio Itajaí-Açu. - Foto: Divulgação restaurada por IA

O Porto de Itajaí realiza nesta quarta-feira (12), às 10h, um mergulho técnico para vistoriar e registrar os destroços do navio Pallas, naufragado há 133 anos no rio Itajaí-Açu. A atividade integra os estudos que vão definir a metodologia para retirada da embarcação e representa a última etapa de campo do trabalho.

A operação será realizada conforme as condições climáticas e de navegabilidade e é conduzida pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em parceria com a Superintendência do Porto de Itajaí.

Estudos devem ser concluídos neste mês

O mergulho técnico inclui atividades de vistoria, checagem e registro dos restos da embarcação. Após essa etapa, a previsão é finalizar ainda em agosto os estudos necessários para definir como os destroços poderão ser retirados.

O trabalho é coordenado pelo diretor do Museu Oceanográfico da Univali, professor Jules Soto, pesquisador responsável por estudos científicos anteriores relacionados ao naufrágio.

O convênio entre o Porto de Itajaí e a Univali prevê investimento de R$ 310 mil. O estudo inclui inspeções subaquáticas, mergulho técnico, sondagens e análises estruturais.

Pallas está em área estratégica do canal

Os restos do Pallas estão localizados entre as boias 9 e 11, próximos à Bacia de Evolução nº 2, junto ao molhe norte, no lado de Navegantes.

Atualmente, a estrutura impede o aprofundamento daquela área para 16 metros, o que limita a expansão futura da capacidade operacional do Complexo Portuário de Itajaí.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a retirada dos destroços é considerada estratégica para o crescimento da estrutura portuária.

“A remoção do Pallas é uma etapa estratégica para o futuro do Complexo Portuário. Estamos eliminando um obstáculo histórico para avançar no aprofundamento do canal, receber navios de maior porte e aumentar a nossa competitividade”, afirmou.

Remoção pode ampliar capacidade do complexo

A retirada dos destroços permitirá avançar na adequação da Bacia de Evolução nº 2, projetada para alcançar 530 metros de diâmetro. A ampliação deve contribuir para aumentar a segurança das manobras e criar condições para a operação de navios de maior porte.

A remoção completa do casco tem investimento estimado em aproximadamente R$ 23 milhões, com previsão de recursos do governo federal.

Com a retirada do Pallas, o Porto de Itajaí pretende eliminar um dos principais obstáculos físicos ao aprofundamento do canal. A medida deve abrir caminho para ampliar a capacidade de recebimento de grandes embarcações, aumentar a segurança da navegação e fortalecer a competitividade do Complexo Portuário.


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