Fraudes em licitações levam à condenação em Criciúma

Esquema investigado pelo MPSC envolveu contratos de R$ 16 milhões e manipulação de editais públicos

Redação

Publicado em: 15 de abril de 2026

4 min.

Fraudes em licitações levam à condenação em Criciúma

A Justiça de Santa Catarina condenou seis empresários e três servidores públicos por envolvimento em fraudes em licitações no município de Criciúma. A decisão foi proferida pela 2ª Vara da Fazenda Pública, após investigação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

A apuração faz parte da Operação Blackout, deflagrada em 2020 com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). O esquema teria movimentado cerca de R$ 16 milhões em contratos ligados, principalmente, à área de iluminação pública.

Como funcionava o esquema

De acordo com o MPSC, os envolvidos estruturaram um grupo de empresas para simular concorrência em processos licitatórios. Na prática, os participantes combinavam previamente quem venceria cada disputa.

Entre as irregularidades identificadas estão:

  • Direcionamento de editais com exigências restritivas
  • Participação de empresários na elaboração de projetos técnicos
  • Simulação de concorrência entre empresas do mesmo grupo
  • Troca de informações privilegiadas com servidores públicos

Ao todo, oito licitações foram analisadas, envolvendo serviços como fornecimento de materiais elétricos, instalação e manutenção de sistemas de iluminação.

Participação de empresários e servidores

A decisão judicial apontou que os empresários atuavam na organização do esquema, formando o grupo que participava das licitações. Já os servidores públicos teriam facilitado o direcionamento dos processos, inclusive na elaboração de documentos e condução administrativa.

Segundo o promotor de Justiça Marcus Vinícius de Faria Ribeiro, ficou comprovada a interferência direta na construção dos editais, comprometendo a competitividade e a legalidade das contratações.

Penalidades aplicadas

As sanções foram definidas conforme o grau de participação de cada envolvido. Entre as principais punições estão:

Para empresários:

  • Multas que variam de R$ 800 mil a mais de R$ 6,3 milhões
  • Proibição de contratar com o poder público por até quatro anos

Para servidores públicos:

  • Multas entre 10 e 20 vezes o valor do salário à época dos fatos
  • Proibição de contratar com o poder público por até três anos

Outras ações em andamento

Além da ação de improbidade administrativa já julgada, o Ministério Público também ingressou com uma ação penal contra os envolvidos. O processo criminal ainda aguarda julgamento.


FIQUE BEM INFORMADO:
Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe:



× SCTODODIA Rádios