Justiça determina reforma emergencial na antiga rodoviária em Florianópolis

Prefeitura tem 60 dias para realizar reparos emergenciais no prédio da antiga rodoviária de Florianópolis, sob pena de multa diária determinada pela Justiça

Redação

Publicado em: 11 de março de 2026

4 min.
Justiça determina reforma emergencial na antiga rodoviária em Florianópolis - Foto: Divulgação/Leo Munhoz

Justiça determina reforma emergencial na antiga rodoviária em Florianópolis - Foto: Divulgação/Leo Munhoz

A Prefeitura de Florianópolis terá 60 dias para realizar uma reforma emergencial no prédio da antiga rodoviária, localizado na Avenida Hercílio Luz, no Centro da capital. A determinação foi mantida pela Justiça após a desembargadora Denise de Souza Luiz Francoski negar, na segunda-feira (9), o recurso apresentado pelo município para suspender a ordem judicial.

A decisão não exige uma restauração completa da estrutura, mas estabelece medidas urgentes para garantir segurança e conservação mínima do imóvel.

Entre as ações determinadas estão:

  • instalação de barreiras para impedir invasões;
  • limpeza do espaço;
  • escoramento de marquises;
  • manutenção de telhas soltas.

Caso as medidas não sejam cumpridas dentro do prazo, a prefeitura poderá ser multada em R$ 5 mil por dia, com limite máximo de R$ 1 milhão.

Reclamações e risco à segurança

Moradores e comerciantes da região relatam que o prédio abandonado tem sido invadido por pessoas em situação de rua e usuários de drogas, o que aumentaria a sensação de insegurança no entorno.

A administração municipal afirma que rondas da Guarda Municipal, com apoio da Polícia Militar, são realizadas no local. Mesmo assim, reconhece que o imóvel está em condições inadequadas, gerando impactos negativos para a área central da cidade.

Debate sobre valor histórico

A prefeitura argumentou no processo que o imóvel não teria valor histórico suficiente para justificar a preservação da estrutura. Também apontou que uma reforma completa poderia custar cerca de R$ 30 milhões, embora não tenha apresentado estimativa para os reparos emergenciais exigidos pela Justiça.

O tribunal, no entanto, considerou registros fotográficos que mostram o estado avançado de depredação e risco de incêndio no prédio.

Entre os fundamentos da decisão estão o risco à coletividade, a responsabilidade patrimonial do município e o fato de o valor histórico não ser requisito para a realização das obras emergenciais.

Nota da prefeitura

Em nota, o município informou que aguarda a realização de uma perícia técnica solicitada judicialmente, que deve avaliar o valor histórico do imóvel e esclarecer divergências entre a prefeitura e o Ministério Público de Santa Catarina.


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