Quem nunca contou uma mentirinha que atire a primeira pedra. Seja através daquele elogio não tão sincero, ou esquecer a data do aniversário de casamento e dizer que, na verdade, não tinha esquecido, mas estava preparando uma surpresa. Mentir uma vez ou outra faz parte do comportamento humano, é normal e todos nós fazemos, em maior ou menor grau. O problema surge quando a pessoa mente com frequência e entra num ciclo em que as falsas histórias acabam se tornando um estilo de vida.
Todavia, atualmente em tempos inóspitos e movido pelas falsas informações, esse hábito acaba atravancando o âmbito profissional, social e pessoal. Mentir sobre assunto sério, que pode gerar danos à sociedade, por vezes irreversíveis, vai muito além de um simples erro, pode ser considerado crime. Muitas pessoas confundem liberdade de opinião com disseminação de mentiras e isso afeta as estruturas sociais e pode ocasionar inúmeras consequências, tais como, confusões, situações de constrangimento, “cancelamentos”, intrigas, ignorância e ansiedade. Somados a outros fatores, a desinformação pode levar a morte quando envolvida a assuntos relacionados a saúde.
A mestre em Comunicação/Cultura Midiática e professora da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e Unisantos, Isabel Rodrigues conversou nesta terça-feira (26) com o programa Cotidiano. Ela que é autora do artigo “Com a Mentira Não Se Brinca”, listou os principais impactos das mentiras e os malefícios da desinformação na era da interatividade e do avanço das redes sociais.
Fonte: Rádio Cidade Em Dia
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