Moradores de edifício de Criciúma reclamam de retirada de supressor de ar feita sem aviso prévio pela Casan

Os condôminos encontram amparo legal na legislação municipal que legaliza a instação do equipamento

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Moradores de um edifício localizado no bairro Comerciário em Criciúma, estão fazendo uma reclamação à Casan. Eles reclamam que o supressor que evita a entrada de ar nos canos foi removido pela Companhia na última sexta-feira (22), sem emitir nenhum aviso prévio.

Com a ação deste equipamento, o ar não entra no encanamento, pois o ar quando entra faz com que o relógio rode mais rápido, ou seja, o valor da água aumenta, pois tem ar passando neste cano. Inclusive, esse supressor tem a utilização chancelada através de uma Lei Municipal que a Câmara aprovou no ano passado.

A Casan no referido período da aprovação da lei foi procurada e salientou que não podia fazer a instalação e passou a responsabilidade para o condomínio. Com isso, os moradores instalaram por conta própria. No entanto, surpreendendo a todos, um funcionário da empresa quebrou a parte de alvenaria do prédio que protege o relógio, arrancou e levou o supressor dizendo que o condomínio estava irregular, sem aviso prévio nem diálogo.

O programa Em Dia Com a Cidade abordou o tema e conversou com o procurador da Casan, Bruno Angeli Bonemer, que comentou sobre o ocorrido. “A Lei vem de uma premissa que a Casan contesta, da existência desse possível ar na tubulação capaz de alterar substancialmente as questões de medição a ponto de gerar prejuízo ao consumidor”, salientou.

“Além disso, se dizia que a instalação destas válvulas de retenção no modelo de ar teria como condicionante a chancela do estudo de metrologia. Pois essa não é uma garantia apenas para a Casan e sim para todo o consumidor/usuário”, reforçou.

Um dos proponentes da Lei, vereador Salésio Lima conversou com a Rádio Cidade Em Dia e afirmou que a lei tem que ser cumprida. “Esta lei coloca o que a população de Criciúma vem reclamando há anos, que é o ar dentro da rede da Casan. E não entendo o porque desta negação da companhia, uma vez que, eles mesmo instalam e utilizam ventosas para tirar o ar. Se eles cobram inspeção do Inmetro, será que a Casan também tem para essas ventosas? Esta lei assegura os direitos do consumidor”, enfatiza.

 

 

 

Fonte: Rádio Cidade Em Dia

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