Faleceu nesta terça-feira, 25, aos 49 anos de idade, a jornalista criciumense Susana Naspolini. A repórter da TV Globo, que conquistou o Rio de Janeiro ao tratar de maneira das necessidades da população carioca de maneira única e irreverente, morreu após uma longa luta contra o câncer.
Desde ontem, personalidades e entidades de todo o Brasil prestaram suas homenagens a Susana, que nasceu em Criciúma e deixou um legado no jornalismo comunitário. No Rio de Janeiro, fez história com o quadro RJ Móvel, onde tratava in loco dos problemas da comunidade e fazia cobranças assíduas para melhorias da mesma.
Em Criciúma, Susana deixou amigos que lembram dela com muito carinho. “Foi uma amizade de infância. Estudamos juntas no Ensino Médio, fizemos o magistério, depois entramos juntas na UFSC para a faculdade de Jornalismo. Nunca trabalhamos juntas, mas foi uma longa amizade que perdurava até o dia de ontem e vai perdurar ainda, porque o legado da Su fica”, declarou a jornalista Andressa Fabris, diretora da Alfa Comunicação.
O jornalista, roteirista e chargista Zé Dassilva, prestou sua homenagem à Susana Naspolini em um post nas redes sociais. Também criciumense, ele a conheceu ainda na infância. A encontrou novamente na universidade, em Florianópolis e, depois, no próprio Rio.
“Ela sempre botava nosso astral pra cima, elogiando com seu jeito animado. Eu tinha muito orgulho em ver que a menina da janela, com seu coração imenso, havia conquistado o povo carioca com suas matérias. Eu dizia: “Susanita, essa cidade só tem uma solução: é você ser prefeita”. Inexplicável ter ido embora tão cedo. Sua empolgação e alegria de viver serão um exemplo eterno para todos nós que tivemos o privilégio de estar junto dela”, escreveu Zé, em seu Instagram.
A Prefeitura de Criciúma e o Criciúma Esporte Clube também emitiram notas de pesar pelo falecimento da jornalista que, antes de ir para o Rio de Janeiro, trabalhou por alguns anos na RBS, na praça de sua cidade natal.
No Brasil, as homenagens vieram das mais diversas figuras e entidades. “Ela era doce, feliz, guerreira, uma mãe apaixonada, uma profissional talentosa e encantada com o jornalismo. Sabia olhar, falar e ouvir as pessoas”, escreveu a jornalista e apresentadora Fátima Bernardes.
“Ela deixou sua marca no telejornalismo comunitário, visitando lugares humildes, mostrando os problemas e cobrando das autoridades. Quem é do Rio viu seu excelente trabalho no RJTV. Tinha estilo único! Prendia o telespectador. Deixava entrevistados e personagens encantados. Tanto na TV como nos encontros pessoais, sempre mostrava uma alegria enorme, que contrastava com tantos golpes duros aplicados por essa doença terrível”, disse o apresentador Tadeu Schmidt, em suas redes.
Além dos trabalhos na televisão, Susana também foi autora de dois livros. O primeiro, Eu Escolho Ser Feliz, teve lançamento em Criciúma e traz o relato da jornalista sobre a vida e, também, a longa batalha contra o Câncer. O segundo, Terapia com Deus, traz uma reflexão de fé.
“Se o meu livro ajudar uma pessoa que seja, ele já vai ter cumprido a missão, já vai ter valido a pena”, disse Susana, no lançamento de sua primeira obra. Andressa Fabris, sua amiga, compartilha o relato de uma colega da universidade que também lutou contra o câncer e confirmou um dos propósitos do livro escrito pela jornalista criciumense: “Ela disse que o livro da Su foi muito inspirador, em compartilhar a luta dela, já serviu”.
Fonte: Rádio Cidade em Dia
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