Pedras na pista colocam motoristas em risco no Anel Viário de Criciúma

Deslizamento ocorrido após temporal segue sem solução e preocupa quem trafega entre São Simão e Vila Zuleima

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Um deslizamento de pedras registrado no último domingo (18) na Rodovia Luiz Henrique da Silveira, no bairro São Simão, em Criciúma, segue sem solução e continua oferecendo risco a motoristas que utilizam o trecho do Anel Viário. O material desprendido do barranco permanece às margens e parcialmente sobre a pista, principalmente no ponto onde termina a terceira faixa da rodovia.

O problema foi inicialmente relatado por um ouvinte e confirmado pela repórter Manuela Oliveira, que esteve no local. Segundo a apuração, há restos de rochas soltas e pedras de grande porte próximas ao asfalto, algumas afiadas, o que aumenta o risco de danos a veículos, perda de controle e acidentes, especialmente envolvendo carros de pequeno porte e motocicletas.

Tráfego intenso e risco redobrado

O trecho afetado é rota frequente de caminhões e carretas. Durante a reportagem, foi possível observar que veículos pesados evitam trafegar pela faixa mais próxima da encosta, desviando para a pista ao lado como forma de prevenção. Ainda assim, o fluxo intenso agrava o risco, principalmente em horários de maior movimento.

Outro fator de alerta é a condição da encosta. O solo ainda apresenta umidade, indicando a possibilidade de novos desprendimentos em caso de novas chuvas. À noite, a situação se torna ainda mais crítica devido à baixa visibilidade no local.

Responsabilidade é do Estado

A Rodovia Luiz Henrique da Silveira é de responsabilidade do Governo do Estado de Santa Catarina. Sobre a situação, a reportagem entrou em contato com Miro Ghisi, coordenador regional de Infraestrutura Sul da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE).

Segundo Ghisi, uma equipe técnica deve ir ao local ainda nesta tarde para realizar um levantamento detalhado da situação e avaliar as providências necessárias para a remoção completa do material e a estabilização da encosta.

Até que a intervenção seja realizada, a orientação é para que motoristas reduzam a velocidade, evitem trafegar próximo ao barranco e redobrem a atenção, especialmente em períodos de chuva ou durante o período noturno.


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