Programa leva combate à violência às escolas de SC

Iniciativa será aplicada ao longo do ano letivo com ações interdisciplinares e participação de famílias e professores

José Demathé

Publicado em: 27 de março de 2026

5 min.

Programa leva combate à violência às escolas de SC Foto: reprodução

O Governo de Santa Catarina lançou nesta sexta-feira o programa “Catarina por Elas: Escola que Respeita”, voltado à prevenção da violência, especialmente contra meninas e mulheres, dentro do ambiente escolar. A iniciativa será aplicada ao longo de todo o ano letivo para estudantes de 12 a 17 anos da rede estadual.

A proposta integra uma política estadual mais ampla de enfrentamento à violência contra a mulher e coloca a escola como espaço central na formação de valores e na construção de relações saudáveis.

Programa será aplicado em todas as regionais

De acordo com a secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta, o programa foi desenvolvido a partir de uma diretriz do Governo do Estado para que cada secretaria atuasse na temática.

Segundo ela, o projeto será implementado nas 37 coordenadorias regionais de educação, que terão a responsabilidade de lançar a iniciativa localmente e formalizar um pacto com as escolas.

“A escola é o espaço de construção de relacionamentos saudáveis. Por isso, desenvolvemos o programa na perspectiva de fortalecer ambientes respeitosos e prevenir diferentes formas de violência”, afirmou.

Ações interdisciplinares dentro da sala de aula

O “Escola que Respeita” será trabalhado de forma contínua e integrada ao currículo escolar. Entre as ações previstas estão:

  • Rodas de conversa
  • Atividades culturais, como teatro e música
  • Projetos interdisciplinares
  • Debates sobre bullying e convivência

A coordenadora regional de educação, Roneize Guimarães, destacou que o objetivo é inserir o tema no cotidiano dos estudantes.

“Vamos trabalhar com diferentes áreas do conhecimento e diversas estratégias para levar essas discussões para dentro da sala de aula”, explicou.

Formação de professores e atuação preventiva

O programa também prevê a capacitação de professores para identificar sinais de violência ou mudanças de comportamento entre os alunos.

“O professor muitas vezes é quem percebe essas situações primeiro. Por isso, ele precisa estar preparado para agir de forma adequada”, ressaltou Roneize.

O Núcleo de Prevenção à Violência (NEPRE) seguirá atuando como suporte nas escolas, ampliando as ações já existentes.

Escola como espaço de acolhimento

A secretária destacou ainda que a escola tem papel fundamental não apenas na prevenção, mas também no acolhimento de situações já existentes.

Atualmente, a rede estadual atende cerca de 530 mil estudantes e registra um aumento de conflitos que, muitas vezes, têm origem no ambiente familiar.

“A escola reflete o que acontece na sociedade, mas também acolhe e encaminha essas situações. Estamos trabalhando com promoção da saúde, prevenção de danos e encaminhamento adequado dos casos identificados”, afirmou.

Impacto também nas famílias

Outro eixo do programa é o envolvimento das famílias, com palestras, encontros e ações específicas, como o Dia da Família na Escola, previsto para 11 de abril.

A expectativa é que o debate ultrapasse os muros da escola e contribua para mudanças no ambiente familiar.

“Quando o estudante começa a refletir sobre esses temas, ele leva essa discussão para casa. Isso pode melhorar as relações familiares e sociais e, no futuro, contribuir para a redução da violência”, destacou a secretária.


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