Salvaro acredita que população de Criciúma é maior do que a prevista pelo IBGE; coordenador do Censo questiona

Dados prévios apontam que a população do município é de 231.088 habitantes; prefeito acha que é de 245 mil

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, acredita que a população de Criciúma é maior do que a indicada no fim do ano passado nas prévias do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O chefe do executivo municipal usa como um dos argumentos a quantidade de eleitores do município, o qual é questionado pela coordenação do Censo do IBGE na região. 

De acordo com a prévia divulgada recentemente pelo IBGE, Criciúma teria uma população de 231.088 pessoas. Já Salvaro acredita que o número real de habitantes da cidade é bastante superior: cerca de 245 mil.

“Se quiser saber um censo perfeito, vai no google e olha os eleitores de 2020 e de 2022, aí multiplica por 1,6 que é a ‘população’. Isso porque cerca de 58% a mais de eleitores corresponde a população, visto que muitos idosos e pessoas com até 16 anos não votam. Pega as cidades que têm mais habitantes que Criciúma e tem bem menos eleitores. Não tenho a menor dúvida de que o Censo não está certo”, argumentou o prefeito.

O coordenador do Censo do IBGE na Região Carbonífera (Amrec), Gilmar da Silva Coelho, comenta que o método citado pelo prefeito de Criciúma é pouco preciso para poder definir a população de uma cidade. O Instituto tem como foco prioritário os domicílios, visto que esses não tem como serem alterados.

 

“O prefeito fala em cadastro eleitoral, mas tem muita gente que muda de município e não muda o cadastro [eleitoral]. Conheço muita gente que mora em Criciúma mas votam em Morro da Fumaça. Esses cadastros não são tão confiáveis quanto o prefeito coloca”, disse.

Ainda nesta segunda-feira, deverá haver uma reunião entre os prefeitos da Amrec para discutir e debater os números apontados pelo IBGE no Censo. Há uma preocupação por parte dos gestores, visto que o número da população impacta diretamente no repasse do Estado aos municípios. 

Gilmar ressalta que o Censo ainda não terminou, e que os números divulgados no fim de 2022 ainda são uma prévia. Verificações continuam sendo feitas pelo Instituto, mas a previsão é que o resultado final não fuja muito do que foi previamente apontado. 

Fonte: Rádio Cidade em Dia

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