A Venezuela vive uma das maiores tragédias de sua história recente após dois fortes terremotos atingirem o país na noite de quarta-feira (24). Até a manhã desta quinta-feira (25), as autoridades confirmavam 164 mortes e 971 feridos, enquanto centenas de equipes seguem trabalhando na busca por sobreviventes.
Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, foram considerados os mais severos registrados no país em cerca de 100 anos. Além da destruição de prédios e residências, os abalos provocaram pelo menos 20 réplicas nas horas seguintes e foram sentidos em cidades do Norte do Brasil.
Mais de 500 equipes de emergência atuam nas áreas atingidas. Imagens divulgadas pela imprensa e nas redes sociais mostram momentos de emoção a cada pessoa resgatada com vida dos escombros.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu o apoio internacional e informou que equipes estrangeiras de resgate devem chegar ao país nas próximas horas. Estados Unidos, Brasil, Turquia, México, Portugal e China estão entre os países que ofereceram ajuda humanitária e apoio técnico.
O Itamaraty informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas. Enquanto isso, o governo venezuelano suspendeu aulas e serviços não essenciais para concentrar esforços no atendimento à população afetada.
Especialistas alertam que o número de mortos pode aumentar significativamente nos próximos dias à medida que as buscas avançam nas áreas mais devastadas.
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