Cinco áreas de recifes de corais do Brasil estão em risco crítico

Aquecimento dos oceanos, poluição e atividades humanas ameaçam ecossistemas marinhos, segundo avaliação internacional apresentada na COP17

Cinco áreas de recifes de corais do Brasil estão em risco crítico - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Cinco áreas de recifes de corais do Brasil estão em risco crítico - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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Cinco ecorregiões de recifes de corais brasileiros foram classificadas como criticamente em perigo, segundo uma avaliação global divulgada durante a COP17 da Convenção sobre Diversidade Biológica, realizada em Yerevan, na Armênia. O estudo aponta que o aquecimento dos oceanos e a pressão das atividades humanas podem comprometer a sobrevivência desses ecossistemas.

As áreas identificadas são Parrachos; Atol das Rocas e Fernando de Noronha; Costa dos Corais; Baía de Todos os Santos e Baixo Sul; e Abrolhos.

Aquecimento dos oceanos é uma das principais ameaças

A avaliação considera as mudanças ambientais dos últimos 50 anos e as projeções de estresse térmico para as próximas cinco décadas. Segundo o estudo, as ondas de calor marinhas estão entre os principais fatores de risco, com episódios recentes de branqueamento e mortalidade de corais.

Outras ameaças incluem sobrepesca, turismo, ocupação costeira, poluição, mineração, exploração de petróleo e gás e a presença de espécies invasoras, como o coral-sol e o peixe-leão.

Três áreas brasileiras ainda precisam de mais dados

O levantamento analisou oito ecorregiões brasileiras. Além das cinco classificadas como criticamente em perigo, três não tinham informações suficientes para receber uma classificação geral: Parcel de Manuel Luís, Costa Semiárida e Queimada Grande.

A analista de Conservação do WWF-Brasil, Ana Lídia Gaspar, ressalta que a falta de dados não significa ausência de risco e destaca a necessidade de ampliar o conhecimento sobre essas regiões.

Em escala global, foram avaliadas 127 ecorregiões em mais de 80 países e territórios. Desse total, 122 foram classificadas como criticamente em perigo, considerando os critérios e as projeções utilizados no estudo.

A avaliação busca orientar políticas de conservação e recuperação dos ecossistemas marinhos. O documento também reforça que medidas locais precisam ser acompanhadas de reduções rápidas nas emissões de gases de efeito estufa para conter o aquecimento global.

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