A dragagem do canal da Barra do Camacho, em Jaguaruna, ainda não tem autorização para sair do papel. O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) solicitou à prefeitura uma série de documentos complementares e apontou 15 exigências técnicas para dar continuidade à análise do licenciamento ambiental da obra.
O pedido de licença foi protocolado pelo município em março de 2025, com base em estudos elaborados pelo Centro de Engenharia e Geoprocessamento da Unesc. No entanto, conforme a Informação Técnica nº 2961/2026, o IMA identificou conflitos no projeto e inconsistências nos dados apresentados.
Entre os principais apontamentos está a necessidade de definir uma nova área para descarte dos sedimentos, já que o local inicialmente indicado possui licença de operação para uma empresa privada que atua na extração e comercialização de areia. O instituto também determinou a exclusão dessa área do projeto, com atualização dos volumes de dragagem e dos estudos de impacto ambiental.
Além disso, o órgão exige a revisão dos estudos sobre os impactos na fauna e na qualidade da água, a realização de simulações mais detalhadas sobre a dispersão dos sedimentos, a definição do período mais adequado para a execução da obra e a apresentação de um programa de monitoramento para acompanhar possíveis impactos sobre peixes e outras espécies.
O IMA também solicitou informações sobre a eficiência da draga que será utilizada, mapas atualizados do comportamento da água antes e depois da intervenção, além de documentos como o pedido de dispensa de outorga e a anuência da Capitania dos Portos.
Segundo o instituto, as exigências têm como objetivo garantir que a dragagem ocorra com segurança ambiental e em conformidade com a legislação antes da emissão da licença.
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