Os estudos técnicos realizado pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina sobre a mortandade de peixes no Manguezal do Itacorubi, em Florianópolis, concluíram que o problema foi causado principalmente por uma intensa floração de microalgas e não por um despejo isolado de poluentes.
Segundo o relatório, os episódios ocorreram entre fevereiro e abril de 2026 em diferentes pontos das Baías Sul e Norte, incluindo registros em Palhoça e Biguaçu antes de atingir o Itacorubi no dia 22 de abril.
As análises apontam que o fenômeno foi provocado por uma forte ressurgência costeira, condição natural que leva águas frias e ricas em nutrientes para áreas rasas, favorecendo o crescimento acelerado das algas.
Com isso, houve queda no oxigênio dissolvido na água durante a noite, causando anoxia e levando milhares de peixes à morte por asfixia.
Embora o estudo tenha identificado influência de efluentes domésticos em alguns locais monitorados, os técnicos afirmam que não há evidências de um despejo pontual específico ligado à mortandade.
O relatório recomenda ampliação do monitoramento ambiental nas Baías Norte e Sul para prevenir novos episódios semelhantes.
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