Mistério dos peixes mortos em SC ganha resposta e alerta ambiental

Laudo aponta água ácida, baixa oxigenação e presença de químicos como fatores para mortandade em rios da Grande Florianópolis

Redação

Publicado em: 20 de abril de 2026

5 min.
Mistério dos peixes mortos em SC ganha resposta e alerta ambiental - Foto: Divulgação/Defesa Civil SC

Mistério dos peixes mortos em SC ganha resposta e alerta ambiental - Foto: Divulgação/Defesa Civil SC

A morte de milhares de peixes em rios da Grande Florianópolis nos primeiros meses de 2026 ganhou novos esclarecimentos. Um laudo técnico da Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina apontou que alterações na qualidade da água, somadas a fatores ambientais e possível contaminação, estão entre as principais causas das ocorrências registradas, especialmente em Palhoça.

Segundo o documento, o pH da água chegou a 4,9 — nível considerado ácido e prejudicial à vida aquática. Além disso, a temperatura atingiu 28°C, condição que reduz a quantidade de oxigênio disponível e impacta diretamente a sobrevivência dos peixes.

Baixo oxigênio e calor agravam situação

O laudo detalha que a combinação entre água mais quente e menor oxigenação compromete a respiração dos peixes, sobretudo em áreas mais rasas dos rios.

Esse cenário também acelera o metabolismo dos animais, aumentando a demanda por oxigênio em um ambiente já deficitário, o que pode levar à morte em massa.

Presença de produtos químicos preocupa

Outro ponto identificado nas análises foi a presença de compostos químicos utilizados na fabricação de detergentes e cosméticos. Essas substâncias favorecem a proliferação de microrganismos que consomem o oxigênio da água, agravando ainda mais as condições ambientais.

A Polícia Militar Ambiental informou que, caso sejam confirmados indícios de crime ambiental, medidas legais e administrativas serão adotadas.

Casos se repetem na região

A situação não é isolada. Apenas nos três primeiros meses de 2026, milhares de peixes mortos foram registrados em diferentes pontos da Grande Florianópolis.

O rio Imaruim, em Palhoça, concentrou o maior número de ocorrências, sendo tomado por peixes mortos em pelo menos duas ocasiões.

  • Março: a Prefeitura de Palhoça informou que a Fundação Cambirela do Meio Ambiente (FCAM) foi acionada para investigar o caso
  • Fevereiro: o Instituto do Meio Ambiente (IMA) apontou possível descarte irregular na Baía de Palhoça, que pode ter levado os peixes ao rio

Em Biguaçu, a Fundação Municipal de Meio Ambiente não identificou contaminação da água, mas levantou a hipótese de descarte irregular de peixes.

Outros registros também ocorreram nos rios Biguaçu e Pachecos, envolvendo principalmente peixes da espécie manjuba.

Investigação segue em andamento

As autoridades seguem monitorando a situação e analisando novos dados para identificar responsabilidades e evitar novos episódios.

O caso acende um alerta sobre a preservação dos recursos hídricos e a necessidade de fiscalização mais rigorosa para coibir práticas que possam comprometer o equilíbrio ambiental na região.


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