As praias de Florianópolis registraram 796 pinguins-de-Magalhães mortos desde o início da temporada de migração, em maio, até esta quarta-feira (17). Os dados são da Associação R3 Animal, responsável pelo monitoramento do litoral da Capital por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), coordenado pelo Ibama.
O maior número de ocorrências foi registrado em 10 de junho, quando 69 pinguins mortos foram encontrados em um único dia. A Praia do Moçambique concentrou a maior quantidade de animais sem vida, com 21 registros.
Apesar dos números, a associação explica que a situação é considerada normal para esta época do ano. Os pinguins deixam a Patagônia argentina e as Ilhas Malvinas durante o inverno em busca de alimento e chegam ao litoral brasileiro, principalmente às regiões Sul e Sudeste. Muitos dos animais são jovens e enfrentam a primeira grande migração.
Desde o início da temporada, 44 pinguins vivos foram resgatados e encaminhados ao Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (Cepram), onde recebem tratamento antes de serem devolvidos à natureza.
O que fazer ao encontrar um pinguim
Se um pinguim estiver encalhado na praia, a orientação é não devolvê-lo ao mar, não alimentá-lo, não colocá-lo sobre gelo e evitar qualquer contato, mantendo também cães e outros animais afastados.
O resgate pode ser acionado pelos telefones (48) 3018-2316 e 0800 642 3341, com atendimento diário das 7h às 17h.
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