Teste de R$ 6 pode antecipar alerta de maré vermelha em SC

Criado por pesquisadores da UFSC e da Fiocruz, método portátil identifica alga nociva na Lagoa da Conceição em cerca de uma hora

Redação

Publicado em: 19 de junho de 2026

4 min.
Teste de R$ 6 pode antecipar alerta de maré vermelha em SC - Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Teste de R$ 6 pode antecipar alerta de maré vermelha em SC - Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Fiocruz promete tornar mais rápido e barato o monitoramento de algas nocivas em ambientes costeiros de Santa Catarina.

O teste molecular identifica a presença da alga Prorocentrum cordatum, espécie associada a episódios de maré vermelha e eutrofização. O método é portátil, custa entre R$ 5 e R$ 6 por análise e entrega resultado em cerca de uma hora.

A pesquisa foi validada em seis pontos da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, área que já registrou problemas ambientais nos últimos anos, como mortandade de peixes, espuma e alteração na cor da água.

Como funciona o teste

O método usa uma técnica molecular chamada LAMP, capaz de detectar o DNA da alga diretamente em pequenas amostras de água. Diferente do procedimento tradicional, que pode exigir até 20 litros de água e estrutura laboratorial mais complexa, a nova solução utiliza entre 10 e 50 mililitros.

O resultado pode ser interpretado visualmente, por mudança de cor, sem necessidade de equipamentos caros. Segundo os pesquisadores, o material usado na coleta também pode ser lavado, esterilizado e reutilizado.

Por que isso importa

A Prorocentrum cordatum funciona como uma espécie de alerta ambiental. Quando aparece em concentração elevada, pode indicar risco de floração de algas nocivas, fenômeno associado ao excesso de nutrientes na água, geralmente ligado à poluição por esgoto.

Para os pesquisadores, o principal avanço está na possibilidade de ampliar o monitoramento de forma descentralizada, permitindo respostas mais rápidas de órgãos ambientais.

O estudo foi publicado em maio no periódico European Journal of Phycology e nasceu de um edital voltado ao acompanhamento das condições ambientais da Lagoa da Conceição, após o desastre ambiental registrado em janeiro de 2021.

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