O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria relatado um suposto pagamento de cerca de R$ 30 milhões em dinheiro vivo para financiar despesas do documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dirigido pelo cineasta Oliver Stone. As informações foram publicadas pela revista Veja, com base em um documento apresentado à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo o relato atribuído a Vorcaro, os recursos teriam sido negociados com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, em uma articulação que também envolveria possíveis negócios com fundos de pensão de servidores federais. O ex-banqueiro ainda teria mencionado pagamentos ao Instituto Lula, sem especificar o valor total.
Defesa diz ter registros dos pagamentos
De acordo com a publicação, a negociação envolveria estruturas ligadas ao Banco do Brasil, à Caixa Asset e à Previ. Vorcaro teria atribuído a Augusto Lima, seu então sócio e CEO do Banco Master, a articulação para aproximá-lo de integrantes do PT. O relato também menciona o senador Jaques Wagner como possível intermediador de um encontro com Vaccari.
A PGR não deu prosseguimento às alegações por considerar que não havia provas dos pagamentos mencionados. A defesa de Vorcaro contestou essa avaliação e afirmou que ele teria mensagens de WhatsApp, registros de saques e informações sobre as pessoas, os locais e as rotas das supostas entregas.
As declarações, porém, não comprovam que os pagamentos tenham ocorrido. O relato teria sido apresentado em junho, durante uma tentativa de negociação de delação premiada que acabou descartada, segundo a Veja.
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