Trump pressiona Irã por acordo após semanas de conflito

A declaração ocorre em meio à escalada de tensões e ao aumento dos impactos econômicos e humanitários da guerra

Eduardo Fogaça

Publicado em: 26 de março de 2026

5 min.
Trump pressiona Irã por acordo após semanas de conflito. Foto: REUTERS

Trump pressiona Irã por acordo após semanas de conflito. Foto: REUTERS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta quinta-feira (26) que o Irã deve “levar a sério” um possível acordo para encerrar o conflito que já dura quase quatro semanas no Oriente Médio. A declaração ocorre em meio à escalada de tensões e ao aumento dos impactos econômicos e humanitários da guerra.

Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que Teerã analisa propostas norte-americanas, mas negou a existência de negociações formais para o fim do confronto. Segundo ele, a prioridade do país segue sendo a resistência e a defesa nacional.

Troca de mensagens sem negociação direta

De acordo com autoridades, Estados Unidos e Irã mantêm apenas “conversas indiretas”, mediadas principalmente pelo Paquistão. Outros países, como Turquia e Egito, também participam dos esforços diplomáticos.

Araqchi reforçou que a troca de mensagens não configura diálogo oficial. “Isso não é o que chamamos de negociação”, declarou à televisão estatal iraniana.

Exigências dificultam acordo

As condições impostas por ambos os lados indicam um cenário de negociação complexo:

  • Proposta dos EUA: inclui desmantelamento do programa nuclear iraniano, limitação de mísseis e controle do Estreito de Ormuz;
  • Exigências do Irã: garantias contra novos ataques, compensações por perdas e controle formal do estreito;
  • Outros pontos: Teerã quer incluir o Líbano em qualquer cessar-fogo.

As chamadas “posições maximalistas” elevam o grau de dificuldade para um consenso.

Escalada militar continua

Apesar das discussões indiretas, os confrontos seguem intensos. O Irã lançou novas ondas de mísseis contra Israel, acionando sirenes em Tel Aviv e deixando ao menos cinco feridos.

No território iraniano, ataques atingiram áreas residenciais no sul do país. Em Shiraz, dois adolescentes morreram após bombardeios, segundo a agência Tasnim. Há também relatos de danos a uma universidade em Isfahan.

Israel afirmou ter eliminado um comandante naval da Guarda Revolucionária e indicou que novos alvos seguem no radar.

Impactos globais e crise energética

O prolongamento da guerra já provoca efeitos além da região. A escassez de combustível começa a se espalhar globalmente, pressionando economias e forçando países a adotarem medidas emergenciais.

Empresas e governos monitoram os reflexos no comércio internacional, especialmente devido à importância estratégica do Estreito de Ormuz para o transporte de petróleo.

Pressão política e incertezas

Trump afirmou, em rede social, que o Irã estaria “militarmente obliterado” e pressionou por um acordo imediato. Ele também demonstrou ceticismo em relação aos negociadores iranianos.

Do lado israelense, autoridades indicam desconfiança sobre a possibilidade de Teerã aceitar os termos propostos pelos EUA, além do receio de concessões por parte dos norte-americanos.


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