Alcoolismo é o termo usado para descrever problemas relacionados ao uso de álcool. O tema, abordado pela Rádio Cidade de Tubarão nesta quinta-feira (9), é considerado uma patologia crônica e responsável por várias perturbações na vida de um adicto, como acidentes de trânsito, problemas sociais, familiares, trabalhistas, entre outros.
No Brasil, uma publicação divulgada em agosto de 2022, pela Sociedade Brasileira de Neurologia (SBN), revela que quase 3% da população acima de 15 anos já podem ser consideradas viciadas em álcool. Especialistas indicam que o uso em qualquer faixa etária, principalmente na adolescência, pode interferir no desenvolvimento normal do cérebro, acarretando muitos outros danos ao organismo.
Nesse contexto, quem sofre com o alcoolismo e busca uma saída para o vício, pode tornar-se um membro dos Alcóolicos Anônimos (AA), irmandade gratuita de ajuda mútua. Há os que frequentam as reuniões já faz algum tempo, e há os que participam pela primeira vez. Os encontros são gratuitos e duram, em média, uma hora. “É importante salientar que o AA não está ligado a nenhuma seita ou religião, nenhum movimento político, nenhuma organização ou instituição; não deseja entrar em qualquer controvérsia, não apoia, nem combate quaisquer causas” (trecho do Preâmbulo da Irmandade).
Onde encontrar uma reunião do AA?
Em Tubarão, são três as irmandades. O AA Grupo Realidade, que atende na rua Galdino José de Bessa, 369, no bairro de Oficinas; o AA Grupo Tubarão, na rua São João, 457, Morrotes; e o AA Grupo Humaitá, na rua Venceslau Alves dos Santos, 338, bairro Humaitá.
“Procure ajuda. E não se preocupe, um dos lemas da irmandade é: O que é dito ou visto lá, fica lá”. Contatos pelo (48) 3433-0964. Outras informações no site oficial: www.aa.org.br.
Os 12 passos do AA
Ao participar da irmandade, o alcoólico em recuperação se compromete a seguir os 12 princípios para alcançar sua total abstinência. São eles:
1 – Admitimos que éramos impotentes perante o álcool, que tínhamos perdido o domínio sobre as nossas vidas;
2 – Viemos a acreditar que um poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos a sanidade;
3 – Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos;
4 – Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos;
5 – Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano a natureza exata das nossas falhas;
6 – Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Ele removesse nossos defeitos de caráter;
7 – Humildemente, rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições;
8 – Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados;
9 – Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem;
10 – Continuamos fazendo nosso inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente;
11 – Procuramos, por meio da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus na forma como O concebemos, rogando apenas o conhecimento de sua vontade em relação a nós e forças para realizar essa vontade;
12 – Tendo experimentado um despertar espiritual graças a estes passos, procuramos transmitir a mensagem aos alcoólatras e praticar todos estes princípios em todas as nossas atividades.
Receba no WhatsApp e na newsletter as principais notícias da sua região, alertas de serviço e os destaques de Santa Catarina, com a curadoria do SCTODODIA.



