Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras em sites

Medida atinge produtos com retatrutida e tirzepatida, além de suplementos e compostos vendidos sem registro sanitário

Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras em sites - Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras em sites - Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (14) a apreensão e a proibição de comercialização de produtos vendidos pela internet, incluindo substâncias utilizadas em canetas emagrecedoras. A medida abrange itens com retatrutida e tirzepatida anunciados em diferentes sites, por falta de comprovação de regularidade sanitária.

Segundo a agência, os produtos não podem ser fabricados, importados, distribuídos, divulgados ou utilizados. A decisão busca evitar riscos à saúde da população diante da ausência de comprovação de qualidade, segurança e eficácia.

Retatrutida não tem registro sanitário

Entre os produtos atingidos estão versões de retatrutida e tirzepatida comercializadas em páginas como Zyntrashop, ZPHC Store, Peptídeos do Brasil e Oxygen KW Pharma Brasil.

A Anvisa também proibiu produtos da linha Liberty Pharma, incluindo retatrutida, tirzepatida, NAD+ e GHK-Cu.

A agência destaca que a retatrutida ainda não possui registro em nenhum país. Segundo o órgão, a empresa responsável pelo desenvolvimento da substância não solicitou autorização à Anvisa nem a outras agências reguladoras internacionais.

Outros produtos também foram proibidos

A resolução alcança ainda itens da empresa Cris Barden Naturopatia Ltda., divulgados com alegações terapêuticas sem registro, notificação ou cadastro sanitário.

Entre os produtos estão kits de desintoxicação e desparasitação, compostos emagrecedores, carvão ativado, ouro coloidal e prata coloidal.

De acordo com a Anvisa, as alegações de efeitos antifúngicos, antimicrobianos, anti-inflamatórios e de fortalecimento da imunidade podem caracterizar finalidade medicinal, exigindo a regularização correspondente.

A orientação é que os consumidores evitem utilizar produtos sem autorização sanitária e consultem profissionais de saúde antes de iniciar qualquer tratamento.

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