A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (27), a suspensão imediata da comercialização, fabricação, distribuição e uso de medicamentos que contenham a substância clobutinol no Brasil. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução RE nº 1.684/2026.
A medida foi adotada após avaliação da área de farmacovigilância da própria agência, que concluiu que os riscos associados ao uso desses produtos superam os benefícios terapêuticos. O principal alerta envolve a possibilidade de arritmia cardíaca grave, com prolongamento do intervalo QT — condição que pode levar a complicações sérias de saúde.
Entenda por que a substância foi proibida
De acordo com a Anvisa, a decisão tem caráter preventivo e considera a gravidade dos efeitos adversos identificados. Entre os principais pontos:
- Risco elevado de alterações no ritmo cardíaco
- Possibilidade de eventos adversos graves
- Avaliação de que não há segurança suficiente para manter o uso
Diante desse cenário, a agência optou pela suspensão total dos medicamentos com clobutinol até que haja maior esclarecimento sobre os riscos.
Outras medidas também foram adotadas
Além da proibição dos produtos com clobutinol, a resolução traz outras ações de fiscalização envolvendo empresas e medicamentos:
- Suspensão de medicamentos manipulados com polidocanol, após relatos de eventos adversos graves
- Proibição de venda de produtos sem registro na Anvisa, comercializados por empresa sem autorização de funcionamento
- Restrição de propaganda irregular de preparações magistrais
Segundo a Anvisa, essas medidas seguem o princípio da precaução e visam proteger a saúde da população diante de possíveis riscos sanitários.
O que o consumidor deve fazer
A recomendação é que pacientes interrompam o uso de medicamentos que contenham clobutinol e procurem orientação médica para substituição por alternativas seguras.
Também é importante:
- Verificar a composição de xaropes e medicamentos em uso
- Evitar a automedicação
- Buscar informações em canais oficiais de saúde
A Anvisa reforça que qualquer suspeita de reação adversa deve ser comunicada aos órgãos de vigilância sanitária.
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