O consumo de tabaco está diminuindo em 150 países, apesar dos esforços da indústria do tabaco para comprometer o progresso, aponta relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado nesta terça-feira (16).
O Brasil e a Holanda se destacaram pelo êxito na redução do consumo de tabaco, depois de implementarem medidas estipuladas pela Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. O Brasil obteve uma redução relativa de 35% desde 2010 e a Holanda prestes a atingir a meta de 30%.
A OMS incentiva os países a continuarem implementando políticas de controle do tabaco e a continuarem lutando contra a interferência da indústria do tabaco.
De acordo com a OMS existem 1,25 bilhão de fumantes adultos no mundo. As tendências mostram um declínio continuo nas taxas de consumo de tabaco no mundo. Hoje, apoximadamente 1 em cada 5 adultos em todo mundo consomem algum tipo de produto derivado do tabaco. No ano 2000 eram 1 em cada 3.
"Houve um bom progresso no controle do tabaco nos últimos anos, mas não há tempo para complacência. Estou surpreso com o quão longe a indústria do tabaco vai para buscar lucros às custas de inúmeras vidas. Vemos que, quando um governo pensa que venceu a luta contra o tabaco, a indústria do tabaco aproveita a oportunidade para manipular as políticas de saúde e vender seus produtos mortais", disse Ruediger Krech, diretor do Departamento de Promoção da Saúde da OMS.
Pesquisas em diversos países consistentemente demonstram que crianças com idades entre 13 e 15 anos estão utilizando produtos de tabaco e nicotina. Para proteger as futuras gerações e garantir que o uso de tabaco continue a diminuir, a Organização Mundial da Saúde (OMS) dedicará o Dia Mundial Sem Tabaco deste ano, em 31 de maio, à proteção das crianças contra a interferência da indústria do tabaco.
O Brasil gasta aproximadamente R$ 125 bilhões por ano para combater doenças relacionadas ao uso de produtos derivados do tabaco, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).
- R$ 50,2 bilhões de custos médicos diretos (equivalente a 7,8% de todo o gasto com saúde no país);
- R$ 42,4 bilhões em custos indiretos decorrentes da perda de produtividade devido à morte prematura e incapacidade;
- R$ 32,4 bilhões em custos de cuidados de familiares e pessoas próximas.
O valor contabiliza custos diretos e indiretos que o Sistema Único de Saúde (SUS) gasta contra aproximadamente 50 enfermidades, dentre as quais vários tipos de câncer, doenças do aparelho respiratório e doenças cardiovasculares.
Fonte: OMS
Receba no WhatsApp e na newsletter as principais notícias da sua região, alertas de serviço e os destaques de Santa Catarina, com a curadoria do SCTODODIA.



