Fome, angústia, ansiedade? Esses são um dos fatores que podem afetar uma pessoa com um transtorno e ainda não sabe. O alimentar sempre gera muita dúvida, as vezes é confundido com um exagero, mas o Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA) tem uma característica em especial: a perda de controle sobre o que, como e quanto se come.
De acordo com o DSM 5, o TCA se caracteriza pela elevada ingestão alimentar, em um intervalo de tempo de mais ou menos duas horas, definitivamente maior do que outra pessoa nas mesmas circunstâncias consumiria. Não apresentando método compensatório. A sensação de falta de controle deve estar presente ao diagnóstico do TCA. A prevalência é de 1,6% em mulheres e 0,8% em homens.
“Acredito que esse seja o transtorno alimentar mais conhecido pela maioria das pessoas, mas eu vejo também muita confusão ao falar sobre compulsão alimentar. Uma característica bem importante desse TCA é que ele não apresenta critério de escolha dos alimentos, logo, a famosa frase “tenho compulsão por doce” ou por qualquer outro alimento é equivocada”, explica a nutricionista e especialista em TCA, Emilly Prado.
Ela ressalta a importância de os profissionais da área saberem diferenciar exageros com doenças. “A compulsão alimentar de exageros alimentares, uma vez que o primeiro se trata de uma doença psiquiátrica, e o segundo de uma relação, muitas vezes pontual com os alimentos (exageros em determinadas situações, sejam eventos sociais ou comer emocional). Ambos exigem tratamentos diferentes, mas sempre com seriedade e respeito”, esclarece.
Um indivíduo que apresenta episódios de compulsão alimentar, na maioria das vezes, ingere alimentos calóricos, independentemente da sensação de fome. “Assim como todos os transtornos alimentares, esta compulsão gera bastante sofrimento e culpa. Ela também está ligada a um ciclo de restrição, apesar de muitos assemelharem apenas ao comer muito. E é, por tanto restringir, que a compulsão aparece”, pontua. É relevante destacar que a compulsão alimentar causa obesidade em 75% dos casos. Os riscos destacados por Emily são problemas decorrentes desse aumento de peso.
Fonte: Emilly Prado/Nutricionista
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