Dengue em SC: vacina tem baixa adesão e Saúde faz alerta

Com apenas 27,45% do público-alvo vacinado com as duas doses, Estado reforça a importância da imunização antes do período de maior circulação do mosquito

Dengue em SC: vacina tem baixa adesão e Saúde faz alerta - Foto: Ricardo Trida / SecomGOVSC
Dengue em SC: vacina tem baixa adesão e Saúde faz alerta - Foto: Ricardo Trida / SecomGOVSC
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A aproximação dos meses mais quentes e chuvosos acende o alerta para o aumento do risco de dengue em Santa Catarina. Diante da possibilidade de maior proliferação do mosquito Aedes aegypti, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça o chamado para que adolescentes de 10 a 14 anos iniciem ou completem o esquema de vacinação contra a doença.

Dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) apontam que a cobertura vacinal em Santa Catarina está em 54,47% para a primeira dose e apenas 27,45% para a segunda aplicação.

Os números mostram que a adesão à vacinação ainda precisa avançar, principalmente para garantir a proteção completa do público contemplado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Vacina contra dengue está disponível em SC

O imunizante é oferecido gratuitamente nas unidades de saúde dos municípios catarinenses incluídos na estratégia de vacinação.

A orientação da SES é que pais e responsáveis verifiquem a situação vacinal dos adolescentes e procurem os postos de saúde para iniciar ou completar o esquema recomendado.

Quem já recebeu a primeira dose também deve ficar atento ao prazo para a segunda aplicação. A conclusão do esquema é importante para ampliar a proteção contra formas graves da doença e hospitalizações.

Segundo o diretor da DIVE, João Augusto Fuck, a vacinação precisa ser acompanhada de outras medidas preventivas.

Eliminar água parada continua sendo fundamental

Além da imunização, a população deve manter os cuidados para evitar a reprodução do mosquito transmissor da dengue.

Entre as principais orientações estão:

  • Eliminar recipientes que possam acumular água;
  • Manter caixas-d’água devidamente vedadas;
  • Limpar calhas e ralos;
  • Verificar pneus, garrafas e objetos expostos nos quintais;
  • Realizar inspeções frequentes em residências e estabelecimentos.

A Secretaria de Estado da Saúde destaca que a vacina não substitui o combate aos criadouros. A prevenção depende da participação da população e das ações permanentes de vigilância e controle do mosquito.

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