O Governo de Santa Catarina deve decretar situação de emergência de saúde pública em todo o território catarinense ainda nesta semana. A decisão foi tomada devido ao risco epidemiológico causado pela dengue. O Estado está com mais de 17 mil casos suspeitos.
Comparado com o mesmo período do ano passado, o Estado registrou um número elevado de cidades com infestação do mosquito Aedes aegypti e casos suspeitos de dengue notificados. Também foram registrados oito óbitos decorrente da doença e a ocorrência de eventos que apresentam potencial risco de extrapolação da capacidade de resposta, bem como de saturação do Sistema Único de Saúde (SUS) sob a direção municipal e estadual. Essas são as justificativa para que o Governo do Estado lance mão deste instrumento.
Santa Catarina está com 17.696 casos suspeitos de dengue em 177 municípios catarinenses. Foram identificados 12.885 focos do Aedes aegypti em 215 municípios, sendo que 155 desses são considerados infestados pelo mosquito. Os dados mostram um aumento de 650% em relação ao mesmo período do ano passado. A situação epidemiológica da dengue no estado foi atualizada na tarde dessa terça-feira, dia 20, no informe, que a partir de agora passa a ser semanal.
O documento revela que a curva de casos prováveis da doença continua em alta no estado. Os oito óbitos pela doença foram registrados em Joinville (5), Araquari (01) e Itajaí (01) e Itapiranga (01), sendo que outras duas mortes ainda estão em investigação nos municípios de Araquari e Navegantes.
Casos de chikungunya e sintomas
Além da dengue, o Estado já tem 70 casos prováveis de chikungunya. Na comparação com o mesmo período do ano 2023, quando foram notificados nove casos prováveis, observa-se um aumento de 677,8%.
As pessoas devem ficar atentas aos sinais e sintomas da doença, como a febre e dor importante nas articulações. “A chikungunya é uma doença de grande morbidade o que nos preocupa e acende um alerta para que cada vez mais a população fique atenta aos sinais e sintomas e procure uma unidade de saúde rapidamente para realizar o tratamento adequado”, finaliza o superintendente de Vigilância em Saúde, o médico infectologista Fábio Gaudenzi.
Fonte: Decom
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