O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, pediu, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (20), que as famílias repensem as festas de Natal devido ao avanço da variante Ômicron. Ele alertou para o risco de aglomerações durante a época festiva, lembrando que elas podem levar a um aumento de casos e a sobrecarga dos sistemas de saúde, podendo agravar em ainda mais mortes por Covid-19.
“Todos nós queremos voltar ao normal. A forma mais rápida de conseguir passar pela tomada de decisões difíceis, por líderes, para defender a todos, em alguns casos vai significar cancelar ou adiar eventos. Mas um evento cancelado é melhor que uma vida cancelada. É melhor cancelar agora e celebrar depois do que celebrar agora e lamentar depois”, afirmou Adhanom.
O diretor-geral da organização ainda explicou que atualmente existem evidências de que a Ômicron está se dispersando significativamente mais rápido do que a variantes anterior, Delta, causando infecções em pessoas já vacinadas ou que já se recuperaram da Covid-19. Por isso, a OMS ressaltou ser “insensato” concluir que a Ômicron é uma variante mais branda.
Apesar disso, a organização deu alguma esperança ao afirmar considerar que a pandemia poderá acabar no próximo ano, se ao menos 70% da população mundial estiverem vacinadas até meados do ano que vem. “Precisamos continuar até conhecer as origens e nos esforçar mais porque devemos aprender com o que aconteceu para fazer melhor no futuro. 2022 deve ser o ano em que acabaremos com a pandemia”, acrescentou diretor-geral da OMS.
Fonte: Agência Brasil
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