O mês de março marca a campanha Março Amarelo, dedicada à conscientização sobre a endometriose, doença crônica que afeta cerca de uma em cada dez mulheres no Brasil. Apesar da alta incidência, o diagnóstico ainda é considerado tardio e pode levar, em média, sete anos para ser confirmado, impactando diretamente a qualidade de vida das pacientes.
A endometriose é caracterizada pelo crescimento de um tecido semelhante ao endométrio fora do útero, podendo atingir órgãos como intestino, bexiga e, em casos mais raros, pulmão e diafragma. Segundo o ginecologista Leandro Gugel, a doença é inflamatória, benigna e pode causar dores intensas, especialmente durante o período menstrual, além de infertilidade.
De acordo com o especialista, a condição atinge cerca de 190 milhões de mulheres no mundo e aproximadamente 10 milhões no Brasil. Mesmo sendo comum, muitas pacientes passam por diversos profissionais de saúde antes de obter um diagnóstico correto.
Sintomas que merecem atenção
Os sinais da endometriose muitas vezes são confundidos com desconfortos comuns do ciclo menstrual, o que contribui para o atraso no diagnóstico. Entre os principais sintomas estão:
- Cólicas menstruais intensas e persistentes
- Dor durante a relação sexual
- Dificuldade para engravidar
- Alterações intestinais, como dor ao evacuar
- Sintomas urinários, incluindo dor e infecções frequentes
- Sangramento na urina ou fezes em casos mais avançados
Com o tempo, as dores podem deixar de ser cíclicas e se tornar crônicas. Estima-se que entre 30% e 50% das mulheres com endometriose possam apresentar infertilidade.
Importância do diagnóstico precoce
O atraso na identificação da doença pode levar à progressão do quadro, com comprometimento de órgãos e distorções anatômicas. Isso pode agravar os sintomas e reduzir ainda mais a qualidade de vida das pacientes.
O médico destaca que adolescentes com cólicas intensas que não melhoram com tratamento clínico também devem ser investigadas. Quanto antes a doença for identificada, maiores são as chances de controle e redução de complicações.
Tratamento é individualizado
O tratamento da endometriose varia de acordo com cada paciente e, na maioria dos casos, começa de forma clínica. Entre as abordagens mais comuns estão:
- Uso de medicamentos hormonais
- Dieta com foco anti-inflamatório
- Fisioterapia pélvica
- Prática de atividade física regular
- Acompanhamento psicológico
Em situações mais complexas, com comprometimento de órgãos ou falha do tratamento clínico, a cirurgia pode ser indicada.
Além disso, o acompanhamento multidisciplinar é considerado essencial para o controle da doença, incluindo apoio de nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos.
Informação como aliada
Especialistas reforçam que a informação é uma das principais ferramentas no combate à endometriose, que ainda é subdiagnosticada. Reconhecer os sintomas e buscar atendimento médico são passos fundamentais para garantir diagnóstico precoce e melhor qualidade de vida.
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