Nova variante da Ômicron é mais transmissível

A variante, conhecida como BQ.1., já está no radar de monitoramento da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina.

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Com o aumento recente nos casos da Covid-19 pelo país, as autoridades de saúde estão em alerta para a nova variante da Ômicron, a BQ.1. Em Santa Catarina, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica está atenta a novos casos de Covid que possam surgir por essa nova variante, que é mais transmissível. O médico infectologista da DIVE, Fábio Gaudenzi, detalha se existe alguma possibilidade de novas restrições ou até mesmo de lockdowns devido ao crescimento de casos da Covid.

"Não, provavelmente não, tendo em vista o conhecimento que temos hoje em relação à Covid, ao vírus Sars-Cov-2. Nós temos muito mais conhecimento do que tínhamos no início da pandemia. Mesmo diante da presença de novas linhagens e sub-linhagens, que têm provocado aumento de casos na Europa e nos Estados Unidos, nós temos outras ferramentas para lidar com a doença. Nós temos vacina, nós temos tratamento e o Ministério da Saúde está disponibilizando aos estados um antiviral específico para a Covid, para ser utilizado nos casos em pessoas mais vulneráveis".

Fábio pontua, entretanto, que o alerta permanece em relação à nova variante, pois um aumento considerável de casos pode ocasionar novas mortes e afetar o sistema de saúde como um todo.

"Esta é a grande preocupação atual. Por que? Porque nós estamos diante de uma sub-linhagem que tem como característica ter uma maior transmissão, favorecendo o surgimento de um maior número de casos em um curto espaço de tempo, embora a maioria absoluta dos casos tenham sido leves, sobretudo nas populações com cobertura vacinal elevada. Mas nós sabemos que existe um grande número de pessoas que não estão adequadamente vacinadas, que não tomaram as doses de reforço e que podem ter infecções graves pelo coronavírus. Também existem pessoas que possuem as doses de vacina em dia, mas por serem imunossuprimidas, podem não evoluir tão bem".

O médico Infectologista da DIVE reforça a importância da vacinação para combater casos graves da Covid-19 e convida pessoas nos grupos de risco ou que possuem baixa imunidade a tomarem o imunizante.

"Precisam procurar a vacinação quem não está adequadamente vacinado e não tomou as doses de reforço. Precisam procurar a vacina. É uma medida extremamente segura e eficaz para evitar as formas graves da doença. A gente sabe que as vacinas atuais possuem uma proteção um pouco menor para as formas leves da Ômicron, mas as doses de reforço têm demonstrado eficácia na redução de casos graves e mortes".

Fábio ressaltou que os cuidados continuam os mesmos para outras linhagens e variantes da Covid-19, como o uso de máscaras em locais com muitas pessoas e higienização frequente das mãos.

Fonte: Rádio Cidade Tubarão

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