Pneumologista explica o crescimento de casos e mortes pela Covid-19 na China

Fato de boa parte da população ainda não ter recebido as doses de reforço preocupa as autoridades

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Enquanto o Brasil e o resto do mundo estão há meses em um período de estabilidade com relação à pandemia, a China vive um crítico momento com o crescimento de casos e mortes pela Covid-19. O motivo, de acordo com o médico pneumologista Renato Matos, é a vacinação atrasada e “antiga” por parte da população.

Segundo Rafael, o erro da China, que resultou no recente aumento de casos e mortes pela Covid-19, foi a estratégia adotada. Os chineses vacinaram a sua população no início da pandemia, mas não avançaram com as doses de reforço – culminando na atual crise.

“Boa parte da população não tem os reforços e as vacinas usadas são as mais ‘antigas’. Sabemos hoje que a AstraZeneca, Jenssen e Moderna são mais eficazes em criar uma imunidade mais duradoura e intensa. Eles não admitiam importar a vacina”, destacou o médico pneumologista.

Desde o início da pandemia, a China vem atuando em esquema de lockdown para conter o avanço do vírus. Por pressões internas e externas, o país acabou suspendendo as políticas de restrição. Com isso, as pessoas que só tinham uma dose da vacina e pouco contato com o vírus acabaram ficando mais expostas à Covid-19.

 

“Estão usando vacinas ainda de uma plataforma mais antiga, que não tem a capacidade de segurar tão bem essas variantes mais modernas. Estamos trabalhando aqui já com a quarta dose, os grupos especiais estão na quinta dose e boa parte dos chineses não tem nem a segunda”, ressaltou.

O risco que o Brasil tem com relação à nova crise da Covid-19 na China ainda é incerto, segundo Rafael Matos. No entanto, o país têm a segurança de que conta com uma população já melhor imunizada, com mais doses de reforço, e que vem há tempos lidando com outras variantes do vírus. “A estratégia adequada foi feita, de certa forma, no Brasil.

Seguramos no início quando ainda não havia vacina, naquela fase o isolamento e uso de máscara era a melhor opção. Na medida em que as pessoas foram sendo vacinadas, libera-se para que tivessem contato. A situação de vacinação e exposição com o vírus já vacinados é certamente a melhor estratégia”, afirmou.

 

Fonte: Rádio Cidade em Dia

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