Ação policial atinge organização suspeita de lavagem milionária

Mandados foram cumpridos em cinco Estados e Justiça determinou bloqueio de R$ 211 milhões

Vitor Wolff

Publicado em: 26 de fevereiro de 2026

4 min.
Ação policial atinge organização suspeita de lavagem milionária - Foto: Divulgação/PCSC

Ação policial atinge organização suspeita de lavagem milionária - Foto: Divulgação/PCSC

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou nesta quinta-feira (26) uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao crime de estelionato. A ação foi coordenada pela Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro (DLAV/DEIC), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nos estados de Santa Catarina, São Paulo, Ceará, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 211 milhões dos investigados.

Esquema envolvia “laranjas” e criptoativos

Segundo a investigação, o grupo atuava de forma estruturada, recrutando “laranjas” para abrir contas em instituições financeiras digitais e corretoras de criptoativos. O objetivo era pulverizar valores ilícitos e dificultar o rastreamento pelas autoridades.

Também foram identificadas empresas de fachada nas regiões Nordeste e Sul do país, utilizadas para simular operações comerciais e dar aparência de legalidade aos recursos movimentados.

A análise de dispositivos eletrônicos e relatórios de inteligência financeira apontou a atuação de operadores de alto escalão. Um dos investigados teria movimentado mais de R$ 318 milhões, mesmo constando como beneficiário de auxílio emergencial.

Ação integrada em cinco estados

Os mandados foram autorizados pela Vara Estadual das Organizações Criminosas de Santa Catarina. A operação contou com apoio logístico da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), por meio do Projeto I.M.P.U.L.S.E., que possibilitou a integração com as Polícias Civis dos estados envolvidos.

Participaram ainda unidades especializadas da Polícia Civil catarinense, como o Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LABLD) e delegacias da Capital.

De acordo com as autoridades, a iniciativa busca enfraquecer financeiramente organizações criminosas que utilizam tecnologias financeiras e criptoativos para ocultar recursos obtidos de forma ilícita.


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