Ameaças de morte assustam familiares do suspeito de ter matado mulheres em Navegantes

O pescador F.L.K. está preso preventivamente desde o domingo por ser o principal suspeito do duplo assassinato de duas mulheres; ele alega inocência

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Desde o domingo (23) a família do pescador F.L.K, de 34 anos, vem recebendo ameaças anônimas. Ele é suspeito de ter assassinado brutalmente as mulheres Carin Daiana Salomão, de 37 anos, e Raquel Jaqueline Hostins, na madrugada de sábado (22). No entanto, o inquérito ainda está em andamento e as investigações com relação a autoria ainda são inconclusivas.

Só que a forma com que o crime foi praticado chocou Navegantes e região: as duas mulheres foram encontradas nuas com os pescoços cortados e cobertas de sangue. Os requintes de crueldade que envolvem o duplo homicídio revoltaram a comunidade, que vem agora ameaçando os familiares do pescador.

Fonte ligada ao suspeito disse que os pais, a ex-mulher e também seus três filhos, com idades entre cinco e nove anos, vem recebendo ligações anônimas com ameaças de morte. Todos os familiares do pescado são naturais de Navegantes e residem na cidade. 

As ameaças foram confirmadas pela advogada Vanessa Alves Turok, responsável pela defesa do suspeito. “O vazamento da foto e também do sobrenome, que passaram a circular pelas redes sociais, associam o suspeito à família, que vem sofrendo bastante com as ameaças”, destaca. No entanto, somente os exames do material biológico das vítimas e do sangue encontrado nas roupas do suspeito é que vão comprovar ou descartar a ligação do pescador com o crime. Segundo Vanessa, são exames complexos e a liberação do laudo deve ocorrer entre 40 e 60 dias, na melhor das hipóteses. 

Outra preocupação dos familiares de F.L.K é com relação a sua vida dentro do presídio. Segundo a fonte, principalmente seus pais temem que ele seja executado dentro do presídio, uma vez que ele não está em cela especial.  O delegado Roney Péricles, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí e responsável pelas investigações, confirma que ele está em uma ala destinada aos presos provisórios e não vê perigo à sua vida.

“Ele não está em uma cela isolada, está na triagem, que é uma cela destinada a presos preventivos, e somente depois dessa fase é que ele passará para uma ala com pessoas com crimes semelhantes ao seu, caso haja a comprovação”, diz a advogada. 

Ela acrescenta que não tem como precisar se ele está ou não correndo risco de morte, uma vez que não se sabe quem são os outros detentos que estão dividindo a cela com ele. “Estive com ele ontem no presídio e ele disse que está tranquilo e que até então ele não havia sofrido nenhuma ameaça.”

“Não é uma hipótese totalmente descartada, mas o tipo de crime praticado por ele, homicídio ou feminicídio, geralmente não desperta o ódio dos demais detentos. Geralmente correm mais riscos os autores de crimes de estupro e violência sexual”, informa Roney.

O duplo homicídio aconteceu na casa de Raquel, no bairro Machados, entre a noite de sexta-feira (21) e a manhã de sábado (22). Um amigo das vítimas encontrou os corpos por volta das 18h de sábado nus cobertos de sangue, cada uma em um cômodo da casa. 

O suspeito foi preso horas depois dentro da casa da sua família. A roupa suja de sangue foi encontrada com ele, que tinha lesões de faca na altura do peito. Ele foi preso e levado para a delegacia ainda na madrugada de domingo.
 

Reportagem original: Joca Baggio

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