BR-101 Sul: CCR estuda cobrança de pedágio por km rodado e fim das praças físicas

Mudança já é permitida por lei, mas ainda carece de legislação para ser colocada em prática

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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A CCR Via Costeira, empresa responsável pela administração do trecho sul da BR-101 em Santa Catarina, aderiu a um movimento nacional que estuda o fim das praças de pedágios físicas em prol da cobrança por quilômetro rodado. A ideia foi discutida recentemente em um seminário em Brasília e carece, agora, de regulamentação nacional.

De acordo com o gerente de atendimento da CCR Via Costeira, Diogo Elias Stiebler, a ideia de cobrança de pedágios por quilômetro já é uma realidade em outros países, a exemplo do Chile. Com ela, não é necessária a presença de praças físicas e, muito menos, da parada dos motoristas para pagamento da tarifa durante o trecho.

“Existem diversas formas de aplicação de um modelo free flow ou de livre cobrança. Ela pode trabalhar, inclusive, em conjunto com as praças construídas, dando a oportunidade aos motoristas que possam usufruir dessa condição de passagem livre para aqueles que de fato tiverem interesse. Os que não tiverem interesse, poderiam realizar o pagamento de forma mais convencional”, destacou Diogo.

O gerente de atendimento destaca que a implementação desse sistema de cobrança não necessariamente envolve o uso de uma tag nos veículos, como já é feito pela própria CCR Via Costeira. Já o diretor executivo da Associação Brasileira de Concessionárias Rodoviárias (ABCR), em entrevista à revista Quatro Rodas, destaca que o modelo funciona “por meio de pórticos instalados em pontos estratégicos das rodovias”, com um "sistema que calcula o percurso atravessado por cada veículo”.

 

“Poderíamos ter também, junto com isso, que o motorista faça o pagamento posteriormente, por meio de um aplicativo, de algum elemento em um posto de serviço em que ele poderia realizar esse pagamento da tarifa, não no modelo convencional que temos hoje, parando numa cabine”, comentou Diogo.

O texto da legislação coloca que a identificação dos carros se daria por meio de sensores e câmeras, atreladas a tags ou outras tecnologias dos veículos, para a realização do controle de quantos quilômetros ele percorreu na rodovia. Com isso, haveria vantagens como a maior fluidez do trânsito e, até mesmo, cobrança mais “justa”, baseada apenas na quantidade de quilômetros percorridos.

“Entendo que estamos perto [de adotar esse modelo]. É uma tecnologia que já está disponível no mercado. O que precisamos é, de fato, de uma regulamentação governamental para que a prática seja adotada e o modelo possa se perpetuar”, reforçou o gerente de atendimento.

Fonte: Rádio Cidade em Dia

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