O primeiro réu julgado pelo assassinato da adolescente Ana Beatriz Schelter, de 12 anos, foi condenado a 58 anos e nove meses de prisão em regime fechado pelos crimes de estupro de vulnerável, homicídio qualificado e fraude processual. O julgamento terminou na madrugada desta quarta-feira (13), no Tribunal do Júri da Capital, em Florianópolis.
O homem, de 58 anos, apontado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) como principal autor do crime, também recebeu pena de nove meses e 26 dias de detenção em regime semiaberto. Ele segue preso no Presídio Regional de Rio do Sul e não poderá recorrer em liberdade.
O júri popular começou na manhã de terça-feira (12) e terminou após horas de julgamento. A condenação atendeu integralmente à tese apresentada pelo MPSC.
Segundo os promotores de Justiça Lanna Gabriela Bruning Simoni, do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GEJURI), e Jonnathan Augustus Kuhnen, da 37ª Promotoria de Justiça da Capital, as provas apresentadas demonstraram que o réu praticou os crimes com extrema violência e premeditação.
Os jurados reconheceram que o homem cometeu estupro de vulnerável mediante emboscada e abuso da relação de confiança com a vítima. Também foi condenado por homicídio qualificado por asfixia, feminicídio agravado pelo fato de Ana Beatriz ter menos de 14 anos e fraude processual por alterar a cena do crime para simular suicídio.
Família acompanhou julgamento
Os pais, familiares e amigos de Ana Beatriz acompanharam o julgamento durante todo o dia no Fórum de Florianópolis. Vestindo camisetas com a foto da adolescente, eles pediam justiça pela condenação dos envolvidos.
O desaparecimento de Ana Beatriz
Ana Beatriz desapareceu no dia 2 de março de 2016, em Rio do Sul, no Vale do Itajaí. A adolescente saiu de casa por volta das 13h para ir ao Colégio Estadual Henrique da Silva Fontes, onde estudava no sétimo ano, mas nunca chegou à escola.
O desaparecimento foi registrado pelo pai da vítima ainda naquela noite. Na manhã seguinte, o corpo da adolescente foi encontrado dentro de um contêiner às margens da BR-470.
Inicialmente, a cena indicava um suposto suicídio por enforcamento, hipótese descartada após a perícia apontar que a adolescente foi vítima de violência sexual e morta por asfixia.
Investigação apontou crime planejado
As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), na Operação Fênix, revelaram que o condenado era conhecido da família e monitorava a rotina da adolescente.
De acordo com a denúncia do MPSC, ele e outro acusado ofereceram carona à vítima no trajeto até a escola. A investigação aponta que os crimes ocorreram em um local não identificado.
O Ministério Público denunciou três homens pelos crimes de estupro de vulnerável, homicídio qualificado por feminicídio e fraude processual.
Os outros dois réus serão julgados pelo Tribunal do Júri da Capital no dia 25 de junho de 2026.
Palavras-chave: caso Ana Beatriz, condenação em SC, assassinato em Rio do Sul
Meta descrição: Primeiro réu do caso Ana Beatriz é condenado a quase 59 anos de prisão por estupro, feminicídio e fraude processual em SC.
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