A Justiça de Santa Catarina decidiu levar a júri popular Giovane Correa Mayer, acusado de matar a estudante Catarina Kasten, em Florianópolis. Ele responde pelos crimes de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver. A decisão foi protocolada na última sexta-feira (8), conforme informações do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
Apesar da sentença de pronúncia, ainda cabe recurso da defesa, e não há data definida para o julgamento.
O crime ocorreu em novembro de 2025, nas proximidades da trilha da Praia do Matadeiro, no Sul da Ilha. Giovane Correa Mayer confessou o assassinato no mesmo dia em que foi preso pela Polícia Militar.
Segundo a advogada da família de Catarina e assistente de acusação, Daniela Felix, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva do réu devido à gravidade do caso e ao entendimento de que a liberdade dele poderia comprometer a ordem pública.
Crime chocou Florianópolis
Catarina Kasten era estudante de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Na manhã de 21 de novembro, ela saiu de casa por volta das 6h50 para uma aula de natação, mas não chegou ao destino.
O desaparecimento começou a ser investigado após o companheiro da jovem acionar a Polícia Militar perto do meio-dia, ao perceber que ela não havia retornado e nem comparecido à aula.
As investigações identificaram Giovane Correa Mayer, de 21 anos, com auxílio de câmeras de segurança e fotografias feitas por turistas minutos antes do crime.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o acusado teria agido de forma premeditada. A investigação aponta que ele ficou escondido atrás de uma lixeira observando a movimentação na região da trilha antes de atacar a vítima.
Confissão e detalhes do crime
Em depoimento, Giovane afirmou que imobilizou Catarina com um golpe no pescoço e a arrastou para uma área isolada da mata. Ele foi preso em casa, no bairro Armação, em Florianópolis, onde confessou o assassinato.
O processo está em fase de produção de provas desde março deste ano, quando ocorreram as audiências de instrução. Durante o interrogatório, o réu respondeu apenas às perguntas feitas pelos próprios advogados.
Penas podem ultrapassar décadas de prisão
O crime de feminicídio prevê pena de 20 a 40 anos de reclusão, conforme a Lei nº 14.994/2024. Como há agravante de asfixia, a pena pode aumentar entre um terço e metade.
Já o crime de estupro pode resultar em condenação de 7 a 12 anos de prisão.
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