Iniciada no dia 30 de novembro, a operação Pinheirinho Mais Seguro 2 encerra no domingo (10). Com o objetivo de intensificar ainda mais a presença policial no local e visando proporcionar segurança e tranquilidade aos moradores e comerciantes do bairro e entorno, a operação emprega diferentes frações de tropa do batalhão, como grupo de operações, equipes especializadas em todos os turnos, atuando no combate aos pequenos delitos contra o patrimônio, assim como no combate à desordem causada por usuários de drogas e moradores de rua.
Um balanço será feito e divulgado à população ao término da operação. O comandante do 9º Batalhão da PM de Criciúma, tenente-coronel Mario Luiz Silva conta que essa operação conta com duas frentes de atuação: "Uma repressiva, que é a atuação dos policiais militares nas áreas mais conflagradas pelo crime, na área de maior incidência criminal, atuando como o braço armado do Estado e uma segunda frente, que é preventiva, uma frente em que nós levamos a presença ostensiva do Estado através da sua Polícia Militar, próxima ao cidadão de bem, para que o cidadão se sinta acolhido, protegido pela sua polícia efetivamente", explica Silva.
Essa medida conta com as modalidades especializadas de policiamento no local, como cavalaria, canil, rocam, grupo de operações. De forma estratégica, com ostensividade policial.
Problema crônico
O comandante explica que a região do bairro Pinheirinho tem algumas peculiaridades que refletem significativamente na segurança pública. Ele conta que é evidente o crescimento urbano desordenado naquela localidade. "Isso contribui para a criminalidade. Aquele ambiente ele é dotado de uma grande área que é fruto de invasões em que o poder público não teve o controle da urbanização. São as áreas que margeiam a linha férrea, que são propriedades da União, via de regra e que foram invadidas ao longo dos anos, ao longo de vários anos e aquilo ali é um terreno, é uma área propensa, propícia para a delinquência", ressalta Silva.
Ele acrescenta que esses locais são de difícil atuação do Estado, com pouca iluminação, vias de acesso estreitas, que sempre demandam de atenção significativa das forças policiais.
Clamor da população
No início deste ano, o comandante afirma que houve uma elevação no número de delitos cometidos na região do Pinheirinho. Ao longo do ano, com a realização da operação Pinheirinho Mais Seguro 1, houve uma estabilidade nos números. "Agora recentemente nós passamos novamente a ter algum clamor, um significativo clamor popular naquela região pedindo por mais segurança. Nesse sentido deflagramos a operação Pinheirinho mais seguro 2", destaca Silva.
Drogas e moradores de rua
No local, os principais delitos são contra o patrimônio, principalmente os furtos. Numericamente, o Pinheirinho se encontra em terceiro lugar no município com relação aos números de furtos. Porém, o que mais incomoda a população local, de acordo com o comandante é o elevado número de crimes cometidos por moradores em situação de rua. "É um problema muito intenso naquela região do Pinheirinho. Esse é um problema não só do Pinheirinho, não só de Criciúma, isso aflora-se para várias cidades do Estado e do país. Os noticiários mostram aí como está aumentando o número de ocorrências com pessoas em condições de rua que acabam cometendo crimes e crimes graves", alerta Silva.
O problema, segundo ele, não é somente a situação do morador de rua, mas porque esse morador de rua, em regra quase que absoluta, são pessoas em extrema situação de drogadição, dependentes químicos em estado muito avançado de dependência e que passam o dia em busca de dinheiro, de recursos para adquirir a droga para saciar o seu vício. "Ou eles passam o dia e a noite consumindo entorpecentes em locais onde há circulação de adultos e crianças, causando muito desconforto para a população, ou estão pedindo dinheiro para saciar o seu vício. E esse pedido ele se dá de uma forma muito incisiva, muito coativa, quase beirando uma extorsão, muitas das vezes inclusive sendo uma extorsão, o que causa um temor muito grande na comunidade, nos moradores, nos comerciantes que se veem muito ameaçados por essas pessoas", declara Silva.
Centro Pop e Casa de Passagem
A reportagem do SCTodoDia questionou o comandante se seria uma boa ideia o Poder Público transferir a Casa de Passagem e o O Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) do bairro Pinheirinho para outra localidade e ele vê uma possível mudança como algo positivo. "Auxiliaria sim, pois é uma área que é bastante conflagrada pelo crime. Então tirar daquele local sim seria uma medida bastante válida. O que tem que ser estudado é para onde levar, para não apenas transferir o problema. Mas como aquela região já é uma região que tem um problema bastante avolumado, é importante sim a retirada para outro local", pontua Silva.
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