Comandante da PMSC reforça projeto de câmeras em policiais: “preserva tanto o policial quanto o cidadão”

Coronel ressalta que haverá uma reestruturação para aquisição de novos equipamentos, dada a obsolescência dos atuais

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Enquanto São Paulo discute uma possível revisão do projeto de câmeras corporais em policiais, o novo comandante da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), coronel Aurélio José Pelozato da Rosa, ressalta a importância do equipamento. Nomeado recentemente pelo governador Jorginho Mello, o militar vê os dispositivos como um incremento na segurança da corporação e da população.

“Têm o objetivo muito claro de preservar tanto o policial quanto o cidadão. A ocorrência, quando é gravada, ratifica o comportamento da resposta do policial na ocorrência. É um mecanismo que, em primeiro plano, dá segurança jurídica à atuação do policial e também com relação à população”, comentou.

Para o novo comandante da PMSC, o equipamento também contribui para diminuir a agressividade em algumas abordagens. Na opinião do coronel, quando o abordado percebe que está filmando, ele se “comporta melhor”, o que teoricamente resultaria em uma redução do uso da força nas ações.

Pelozato ressalta, no entanto, que haverá uma reestruturação quanto às câmeras utilizadas pelos policiais. Isso porque os equipamentos já estariam ficando obsoletos, sendo necessário dispositivos mais tecnológicos para a corporação.

Discussão em SP e dados de redução da violência policial

A afirmação do novo comandante geral da PMSC surge em meio a um debate nacional, pautado principalmente pelo Governo de São Paulo. Recentemente, o secretário de Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite, afirmou que irá rever o programa que obriga o uso de câmeras corporais durante a atuação policial. 

Em contrapartida, o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, afirmou que “em um primeiro momento, nada muda” com relação ao programa. 

Um relatório publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que houve uma redução de 57% no número de mortes e 63% das lesões decorrentes de intervenção policial em batalhões de São Paulo onde os policiais utilizam as câmeras corporais. 

Fonte: Rádio Cidade em Dia

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